Showing posts with label Chablis Premier Cru 2022 Domaine de la Motte. Show all posts
Showing posts with label Chablis Premier Cru 2022 Domaine de la Motte. Show all posts

Sunday, August 9, 2026

Desandado

Intróito: QI 83? Está errado!

   Escrevi em algum lugar sobre o QI dos nossos irmãos brasileiros ser de 83,38. Comentei ser uma estimativa superestimada, e teve até quem me tentou dar um breque: devagar com o andor. Aqui está a confirmação...


   O vídeo tem 3 minutos, sugiro ouvi-lo na íntegra. Os bolsonéscios são compreensivelmente estúpidos por serem idiotas há menos tempo. PTlhos, já o são há 22 anos (primeiro escândalo, Waldomiro Diniz - quem lembra dele? -, fevereiro de 2004). Ao ponto: se as formas de protesto são as apresentadas acima, o que dá pra pensar dessa turma? Você, leitor, aposta em QI menor ou junta-se àqueles cautelosos no andor? Escrevo isso porque um utente comentou, entre sorrisos, o quanto fui cínico na crítica a Renan Santos, na postagem passada. Tenho discutido com bolsonéscios, principalmente, e ouço deles a acusação de considerar Renan/Missão/MBL (confundem tudo) exemplar, sem defeitos. Com intenção puramente educacional, fiz a crítica anterior (chamando-o de coxinha) para mostrar didaticamente como se observa um erro no discurso da pessoa e a desmascara. A partir do exemplo é possível procurar declarações contundentes e pinçar erros mais graves - se existirem -, desconstruindo-se assim as ideias do adversário. No vídeo acima acontece o mesmo, pois no minuto 2:25 Renan comete erro similar, dizendo: "Isso tem nome, amigos, é abuso intelectual de idosos. Isso não é legal, isso é feio, é sujo...". Ele errou redondamente na avaliação. O problema não é o idoso em si. Um idoso culto não cai nessas histórias! Um idoso meramente esperto também não! Caem nessas histórias pessoas inocentes de qualquer idade! Alguém por aí já viu idoso bebendo detergente?! A idade traz alguma sabedoria (ainda que mínima). É o pessoal mais novo - inocentes - e toda essa gente de baixo QI (alguns idosos inclusive!), que se reúne num mar de mediocridade e desinformação comumente chamado de Bolsonarismo. A mais recente veio exclusivamente de bolsonéscios (eles parecem querer monopolizar a idiotia em sua forma mais acabada): pediam o currículo do Renan. A "imprensa" (marrom) - já disse, cuidado com eles! - soltou um pum, digo, os currículos dos principais candidatos à presidência, apontando Renan como letrado a nível de "Ensino Médio". É o cúmulo da desfaçatez, pois apresentou a ficha acadêmica integral de todos os demais, negando-lhe a citação de "Ensino superior incompleto". E não é um ensino superior qualquer. Pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo - que Renan abandonou no segundo ano para trabalhar - passaram exatos 13 ex-presidentes. Será o décimo quarto um membro do partido de número 14? 😎 Sabe o que isso significa, não é mesmo?

😂😁😅

   Não para por aí: são egressos desses mesmos bancos pelo menos 30 membros (ou ex-membros) da Academia Brasileira de Letras, além dos maiores nomes da ciência jurídica e da história do Direito no país: Rui Barbosa (esse caboclo parece pertencer a qualquer lista dos 10+ que tentamos estabelecer acerca das mentes mais consolidadas da República), Miguel Reale - cujo rebento, também competente, "construiu" o desemprego da Dilma - Ives Granda Martins, Celso Lafer, Dalmo de Abreu Dallari, Fábio Konder Comparato, Damásio de Jesus (famoso pelo curso preparatório 'do Damásio', em São Paulo) e uma infinidade de outros. Notou que tem gente de todo o espectro político?

   Mas ele não concluiu o curso! esbravejarão as antas. Bill Gates e Mark Zuckerberg frequentaram Harvard; Sam Altman (Open AI) e Evan Spiegel (Snapchat) vieram de Stanford, e nenhum deles concluiu a graduação. Não pretendo comparar Renan a eles; o rapaz almeja apenas ser presidente do seu país. Mas retornamos ao ponto: ele não é egresso de nenhuma universidade de beira de estrada, muito menos de um antro de engenharia de m3rd@ ou grupelho de físicos, químicos e matemáticos cuja contribuição à ciência brasileira é aderente à nulidade - e resguardamos alguma exceção que confirma a regra. Ele entrou na faculdade mais importante desde país, desde sempre! Não se surpreenda quando ele diz aspirar ser para nós o que foi Mustafa Kemal Atatürk para a Turquia. Ali Lulá teve essa oportunidade - votei nele pensando nisso -, mas o NAP preferiu aliar-se aos 40 ministérios (sic) e percorrer os corredores da Justiça contra sua vontade em vez de ocupar esse posto. Perdeu, mané! Aceitando antecipadamente algum obscurantismo de Bolsonéscio (orações no Gabinete Presidencial, por exemplo), ajudei a impedir o 'Andrada' de ter quatro anos de vida mansa, e também fui traído - a vingança teve volta! Idiotas e inocentes são enganados continuamente - Uma mentira repetida 1000 vezes torna-se verdade - e viva Goebbels!, por mostrar-nos essa amarga verdade (para minha sorte, boa parte das pessoas desconhece o rapá). É preciso estar alerta sempre, e a sentença agora é clara: sem mais votos para essa turma. Programa de governo fica para outra hora.

Blog desandado ...

   Gasta-se tanto tempo desarmando lorotas que o essencial acaba relegado às beiradas. O blog - seu articulista, na verdade - passa por períodos de baixa inspiração. Até vinho tem faltado. Digo, faltam momentos adequados para escrever ao sabor de uma boa taça, mesmo tendo 400 garrafas à disposição, sejam borgoinhas 2005 e 2009, Baroli e Brunelli 2004, 2006, Rhône 2007, Médoc 2010, Douro 2011, Rioja 2005... essas tralhas... Às experiências entre amigos, confrades e confrarias diferentes - diverso do momento introspectivo de manejar a pena - tem faltado o ímpeto à escrita. Segue-se que percepções exatas ficaram perdidas como... como... como... lágrimas na chuva(!), 
e tentarei passar ao leitor mais uma análise de qualidade, longevidade e aspectos da compra antes de notas e análises mais precisas. Para piorar, algumas fotos parecem ter sumido do meu Euphone, e se cheguei a encontrar algumas no EuCloud, parecem ser em menor número do que o esperado - juro ter registrado mais imagens e eventos. Steve Jobs, que cursou uma faculdadezinha de quinta (sem concluí-la!), está queimando onde merece...

Teve uma brincadeira muito interessante com a patota do #émuitovinho. O Chablis do Domaine de la Motte 2022 apareceu novamente em nossas taças. Já foi bastante comentado, e pode ser acompanhado na etiqueta de marcação na navegação (versão web) que fica à direita do navegador. O dóla baixou, mas seu preço subiu (agora a R$ 270,00 em 'promo' contra uns R$ 200,00 antes), e está saindo do radar. Quem comprou, aproveitou. O Tondônia 2011 andou flertando a R$ 500,00- (note o menos!); por USD 50,00, é o limite da compra. Os vinhos do produtor são sempre bons, mas aqui estão sob as barbatanas de uma das tubaronas do mercado. Aparece em Instagrans diversos - cuidado! Muitos golpes nessa rede (e em outras também!) -, creio que uma tentativa da importadora em fazer capital de giro nestes tempos difíceis, sem picanha na mesa do trabalhador. Tá duvidando que minhas garrafas são 'oficiais', né?

taí na foto, e mais de uma safra sendo descartada sem a menor solenidade. O Bridão colheita tardia 2016 foi uma grata surpresa. Produzida pela Adega Cooperativa do Cartaxo na região do Tejo, é um corte de Fernão Pires e Arinto cujo equilíbrio entre dulçor e acidez foi notado sem esforço pelos confrades. Creio ter sido trazido pela Elvira - ela é fã de vinhos de sobremesa. Vi por aqui em 'promo' (50%) no Empório Itiê, a R$ 82,00 - custa R$ 61,00 no sítio português Garrafeira Nacional. Nesse valor não compensaria ter posto na mala, mas não havia como saber da oferta... Encontrei ser importado pela Imperial, mas não pesquisei a fundo seus demais produtos. Talvez valha a pena ficar de olho. 

   O ponto alto foi - para completa imodéstia desde escriba - seu representante, o Domaine Baud Savagnin 2018. Para quem notou no rótulo o "Génération 9", vai um alerta: o produtor tem tradição familiar datada de 1742(!), um legado histórico absolutamente invejável. A Savagnin é tida como uma cepa "difícil", com seus amantes e detestantes (sic! rs!), estes aparentemente em número muito maior do que os daqueles. Seu estilo oxidativo é incomum e não passa despercebido, daí sua legião de detratores contra um número reduzido de simpatizantes. Destaca-se pela acidez marcante com toque muito seco em boca. Ótima persistência, quase pegajoso nas papilas, e o Ghidelli definiu, com uma única palavra e de maneira absoluta, seu ataque - a impressão que a bebida causa na boca logo após o primeiro gole. Não comentarei agora pelo motivo prosaico de algumas confrarias terem-se oferecido para rachar algumas garrafas de minha mala, e gostaria de apresentar o vinho a elas antes explicitar a percepção Ghidelliana. 

   Vários vinhos do Domaine Baud são trazidos pela Élevage. Embora não tenham um exemplar comum da Savagnin, possuem em catálogo o Château Chalon - denominação onde se produz o Vin Jaune, a expressão máxima dessa cepa no Jura. Infelizmente a quase 3x.


   Outro assunto:

   A última viagem ao Chile rendeu. Não estão incluídas na foto duas garrafas do Alión compradas a módicos R$ 520,00, contra os mórbidos R$ 1.999,97, preço cá. Assim você, brasileiro idiota, crente de estar sendo beneficiado momentaneamente pela ausência de tarifação das 'blusinhas' - que voltará em setembro! - segue sendo taxado em 50% até na compra de suas cuecas, respiros e flatos, enquanto quem pode viajar para o exterior traz produtos por 1/4 do preço e impostos a 14%, no máximo (tem o exorbitante lucro brasil embutido aí, mas é outra história). É isso, faça o "ele" e creia-se feliz, quando não passa de um otário de pai, mãe, avós, bisavós e demais ancestrais até a linhagem do Australopithecus.

   Fica a promessa de uma postagem em breve, sem a introdução política - por mais sensível que seja nossa situação, quase às portas do próximo pleito, a título de atualização das atividades. 

Como se precisasse comprovar...



   Para finalizar,



   A Enoeventos - uma das novas tubaronas do cenário nacional - está com algumas 'promos', e uma delas indico e recomendo. Não sei até quando vai, mas a oferta do Argiolas Iselis Monica di Sardegna Superiore 2019, de R$ 280,00 por R$ 230,00 ficou subitamente atraente. Em safras recentes, é encontrado a 16.00€ (R$ 94,00), mas esta 2019 está pronta para ser bebida, ótima, espetacular. Seu produtor (Argiolas), além de ser um das mais prestigiosos da Sardenha, ocupa lugar de destaque na elite vitivinícola italiana - seus vinhos frequentemente recebem alguma Bicchieri no Guia Gambero Rosso. Você pode desconfiar de guias e avaliadores - eu também! - mas me aponte um vinho ruim da Argiolas! Meus comentários sobre o Korem fazem alguns colegas que não o experimentaram morderem seus bigodes - e estão certos por invejar quem já o degustou. O Turriga também é grandioso - acho que não justifica seu preço, mas é outra conversa. Na outra ponta, com bom custo-benefício, prove de Iselis Monica di Sardegna. É feito com uvas autóctones, outro mérito do produtor ao lutar pela divulgação de seu tesouro local. Mas volte ao começo: 16,00€ = R$ 94,00. O valor sem 'promo' está a R$ 280,00? 3x... tubaronice pura. Até eu peguei umas garrafinhas a mais nessa 'promo'. Não perca tempo.

Friday, December 27, 2024

Atenção, Brunello pronto para beber!

Introito: recuperando um passado sisquecido

   Corriam os silenciosos anos de '69. Depois de muito marcar passo - a esquerda nunca deixou passar um dia a mais -, e coincidentemente ou não no mês do cachorro louco, o governo Costa e Silva implementa a lei 5.692/71 instituindo no segundo grau a disciplina Organização Social e Política Brasileira - a famigerada OSPB. Na sequência veio a Educação Moral e Cívica, fechando o ciclo iniciado com a implantação dos Estudos de Problemas Brasileiros (EPB) no ciclo universitário um ano antes. Todas elas focavam no patriotismo, no respeito à autoridade, na disciplina e na obediência às normas sociais, tendo um claro viés de doutrinação da juventude a favor da administração de plantão. Esse período foi um dos mais negros e vergonhosos de nossa história, e não se sustenta nomeá-la ditabranda porque em comparação com os regimes da Argentina e Chile o número de desaparecidos foi muitíssimo menor. A execução ou tortura de um único cidadão sem o devido processo já é suficiente para dizer sanguinário a qualquer regime autoritário. Infelizmente mistura-se o termo autoritário com significado absolutista, despótico, discricionário, mas um Estado tem todo o direito de ser autoritário quando faz-se necessário manter a ordem pública. Usar a autoridade da força em prol da democracia é legal e tem amparo jurídico; não pode haver dúvida. Progredindo com o argumento inicial, os milicos apenas sisqueceram, ao implantar a EPB, que a universidade pública estava na barricada da resistência! 😂 Os professores universitários, especialmente na área de humanas, representavam a fina flor do pensamento de esquerda nacional - ao contrário de barbudos sindicalistas carreiristas e informantes do DOPS - e alí seu domínio era completo. O problema maior reside no fato desses mesmos humanistas falharem miseravelmente em formar uma geração talhada na firmeza de caráter e intransigente para com a corrupção e o desmando. O resultado é visto hoje em um país polarizado onde ambos os lados apoiam corruptos com tendências autoritárias e procuram, no fundo de suas crenças, motivos para continuar a suportar tais crápulas como se líderes! A sensação de ser o seu bandido preferido menos danoso do que o opositor basta para confortar espiritualmente o eleitor de cada tendência. Nossos cidadãos não aprenderam o óbvio: é desnecessário defender até o final do mandato o safado que o enganou com seu discurso cheio de contos de fadas. Nem é preciso ficar envergonhado do voto errado e se fazer de desentendido. Vergonha é persistir em um engano tão bisonho! Se o mesmo erro de interpretação acontece em outros países, pouco me importa e eles que se danem; devemos copiar os acertos dos outros, e rejeitar seus equívocos. Mas aqui acontece exatamente o contrário: copiamos os vícios e desprezamos as principais virtudes, como o tão em falta senso crítico.

Um encontro da confra #émuitovinho

Aconteceu em outubro, ainda, e ficou sem postagem. É claro, as notas ficaram para trás, mas alguns comentários podem ser úteis para o bebedor-leitor. Meu aniversário transcorreu com tantas reuniões, tanta animação e momentos agradáveis que o registro mais preciso perdeu importância. Sinto mesmo não ter-me encontrado com diversas pessoas cuja ausência não passou desapercebida; em alguns momentos provava de uma taça de lembrava-me de alguém cuja presença esteve em falta naqueles dias. Espero revê-las em breve, e algumas festas de final de ano suprirão isso.

A entrada ficou por conta de uma xampa Taittinger - quase certeza de ser essa, rs. A turma aprovou, e valeu. O primeiro tinto foi o Quinta do Vallado Touriga Nacional 2008, nariz ainda com muita, muita fruta, couro e aquele toque que costumo dizer tridimensional. Os taninos estavam bem redondos, boa acidez, corpo médio, tudo bem integrado: álcool e madeira como deveriam, sem arestas. No seu auge, está ótimo para ser degustado. A Grand Cru vem importando o Vallado desde algum tempo - estava na Cantu, se não me engano, e seus preços então eram razoáveis, pois comprei essa garrafa e algumas do Field Blend, e não costumava gastar tanto em vinhos no Brasil lá por 2010, 2011... Hoje está custando R$ 460,00 (R$ 390,00 para 'sócios'), o que é muito para um vinho com valor médio de USD 33,00 segundo o Wine Searcher. Lembremos: considero esse dóla a R$ 6,00 um soluço; ele recuará, em breve ou na próxima gestão do Senhor, tanto faz: eu vou esperar. Para acompanhar um bifim, veio o Brunello di Montalcino 2015 da Donatella Cinelli, à venda nessa mesma safra pela Enoeventos. Lembro de aerá-lo por algumas horas - até ser servido talvez umas quatro - e ter-me surpreendido um pouco pela cor, algo derrubada: está atijolando, embora continue bom; a cereja típica estava lá, conforme conversamos entre os confrades, e tinha mais frutas. A boca mostrou-se equilibrada, taninos e acidez médios chamaram atenção e não impactaram tanto quanto em degustação relativamente recente, de '22. Será que a garrafa estava um tanto miada? Comento no sentido dela ter envelhecido um pouco mais rapidamente, pois o contraste foi claro para quem havia bebido dele na esperança de avaliar suas garrafas em estoque. Enfatizo: o conjunto estava harmonioso e agradável; sua cor é que deixou um tantinho a desejar. Quem comprou mais de uma garrafa poderia fazer um tira-teima; farei isso proximamente. Comprei em '20 a R$ 411,00 com algum desconto - provavelmente a preço de Enoclube por fechar uma caixa - então ficou um pouco abaixo de R$ 400,00. Atualmente está R$ 549,00 com R$ 466,00 (normal/Enoclube), que na média não é ruim para um vinho de USD 60,00 nessa safra. Mas para quem pagou R$ 400,00... Definitivamente é necessário conferir outra garrafa. Qual estava fora do padrão? Aquela degustada em '22 ou esta provada agora? Aquela tinha bastante mais potencial, e esta mostrou-se inferior; como provei não é um Brunello de USD 60,00 lá fora - note, o preço 'lá' é que não está condizente pelo vinho; seu preço aqui, pelo preço lá, até está. Prova à vista, procurando pelo mordomo. Alguém será vítima ou felizardo acompanhando a degustação?

Adendo

O confrade Ghidelli 'liga' logo pela manhã reclamando seus méritos de ter matado a procedência e o ano do Brunello - ambos foram servidos às cegas. Grande verdade, e misqueci de registrar isso! Ele inclusive esteve comigo na degustação acontecida no evento I Love Italian Wine, vide vínculo acima, quando provamos dele pela primeira vez. Comprova como o toscano mantinha suas características claramente reconhecíveis. A questão agora é por quanto mais tempo ele se manterá assim.

As Malucas

O fechamento do ano com as Malucas - MaLuCaDeLiu é o nome correto, e escrito aqui pela última vez 😂 - aconteceu no Nanmi. A entrada foi a Xampa Taittinger. Garimpei uma oferta dela há algum tempo, e espalhei garrafas entre as confrarias e os membros também adquiriram para consumo particular. Como foi a principal Xampa servida no meu níver, preciso dizer-me devidamente catequizado com seus toques. Não conheço muito de Xampas, mas pagar abaixo de R$ 400,00 foi uma boa compra. É equilibrada, elegante, bem superior às cavas mais comuns degustadas por aqui, principalmente o Cordon Negro. Fazendo contas, esse exemplar da Freixenet custa lá fora uns 10 dólas, contra uns 40 dólas da Xampa. Aqui fica por uns R$ 80,00 x R$ 400,000- (400 menos), e a proporção mais ou menos se mantém, com algum favor para a Cava. Se você pode, para um níver ou final de ano, deleite-se. Se não pode, bem, volte no introito e escolha seu culpado em vez de perder tempo defendendo bandidos; é indecente um trabalhador labutar durante um doze meses e não poder, ao final do ano, experimentar uma garrafa, pelo menos uma vez na vida, de uma Xampa que nem precisa ser boa, bastaria ser razoável. Algo vai muito mal e errado com uma sociedade dessas. 

A turma não perdoou meu duramente garimpado 😓 Chablis Premier Cru 2022 do Domaine de la Motte. Além do cítrico evidente, tipo limão, não lembro exatamente das notas. Claro, as Malucas divertiram-se desvendando-o - acho que a sugestão de limão veio mesmo de alguém. O nariz estava rico, tinha ótima acidez e boa persistência, e encheu a boca. Por R$ 200,00- (pouco menos de R$ 200,00), é ótima compra. Por aí é encontrado a R$ 380,00+, e mostra o quão boa foi a aquisição... A Grand Cru fez uma oferta há tempos, com algumas armadilhas e boas opções. As Maluquetes recorreram aos préstimos deste Enochato e evitaram as primeiras. Entre as boas escolhas estava o Mazzei Tenuta Belguardo 2016, incursão do conhecido produtor de Chianti Classico em Maremma, próxima ao litoral da Toscana. É um corte Cabernet Sauvignon levemente temperado com Cabernet Franc, e a picância das Cabernet não pareceu evidente para mim - só procurei a composição depois. Poderia tê-la notado se soubesse da composição de antemão? Talvez, mas àquela hora o motivo da confraternização particularmente afastou-me de prestar tanta atenção ao vinho. Foi fácil perceber que estava ótimo, fácil de beber, equilibrado: nariz frutado e mais toques - era chocolate? - boca redonda, com taninos quase domados - pegavam um pouco - boa acidez e corpo médio+. Um bom vinho, que agora, fora da 'promo' (R$ 850,00/R$ 720,00 cliente comum/assinante), e custando lá fora uns USD 40,00, fica inviável. Pelos R$ 420,00 pagos, estava no limite dos 2x, boa compra. Foi um bom fechamento de ano, por mais que eu tenha tentado avinagrar (risos!) não os vinhos, mas o próprio encontro, procurando desovar nas Malucas algumas garrafas de minha adega. Se não quiseram, azar delas... 😅. Má foi bom mesmo assim. A companhia como sempre estava muito agradável, destarte minhas impertinências de sempre. Ótimo prenúncio de um bom Natal.

Como se precisasse... o Chablis onde paguei R$ 199,00 e a tubaronice correndo solta por aí.