Showing posts with label Mirabeau Pure 2020. Show all posts
Showing posts with label Mirabeau Pure 2020. Show all posts

Sunday, October 8, 2023

Jantar com as meninas

Introito

Sempre prefira o vinho reba de um produtor top
ao vinho top de um produtor reba.
Dito d'Oenochato


Teria o inexistente leitor acompanhado - se foi noticiado pela grande mídia - a estória da agressão racial perpetrada por uma assessora de ministra contra os paulistas? Claro, os PTlhos terão alguma explicação satisfatória para isso - pelo menos para conversar entre si, bebendo sua cervejinha. É a pessoas assim às quais refiro-me quando digo sintir vergonha dessa gente (sic). Vejam aí ao lado: Torcida branca... descendente de europeu safade (sic! - analfabetismo grassa). Pior de tudo pauliste (sic again de novo). Não bastasse, a fulana trabalhava no... Ministério da Igualdade Racial!? É isso mesmo? A falta de ação do governador Tarcizo (sic) é ato menor, mas confirma a certeza: ele não merecia meu voto antes, e muito menos agora - não só por isso, mas pelo conjunto da obra. Bem, a pergunta agora é: onde está a lei para ato tão explícito de racismo? Apontando o dedo: Legalistas, apresentem-se! Agora cai a máscara, não é? Legalistas de araque! Se o leitor não está entendendo direito, recomendo a postagem curta do sr. Renan Santos do MBL, aqui. Uma explicação mais longa (8 min) esta aqui. Outro comentário igualmente estarrecedor está aqui (9 min), onde ele demonstra - apoiado por matérias jornalísticas - a destinação de metade das verbas do Ministérios da Igualdade Racial sendo gastas em viagens para a Europa - o lugar onde vivem os europeus safades (sic). Algumas fotos abaixo são de perfil das redes sociais das distintas funcionárias públicas; não podem ser negades, portante... (sic).

      

   Lembra-se de Que país é esse? Nunca este tão atual... 

Jantar com as meninas

Por conta de comemorar um simples reencontro após certo tempo, a compra de um pacote de viagens para o Nordeste com o Edu Viagens (rs), a singela alegria da vida e ainda desfrutar de um espumante deixado pelo Akira, pagando-lhe mais uma vez a imortalidade através da lembrança, as meninas - confraria antiga - reuniu-se há alguns dias em jantar. Convidado: o próprio Eduardo; participações especiais da Silvinha e da Faby. O local foi o apê da Carol - o novo. Em 2014 registrei nosso primeiro encontro no antigo, quando assinalei minha mudança de percepção acerca de vinhos chilenos na degustação de um  Finis Terrae, da Cousino Macul, bem como sua escalada de preços. Portanto, para os novatos, as reclamações não são recentes...

Sei mesmo que tivemos um Freixenet Cordon Negro, Cava Brut, corte Macabeo, Xarel-lo e Parellada, produto sempre bom para meu padrão de espumante do dia a dia. Ela fornece o básico: bom buquê calcado em notas cítricas e fermento, boca com muito frescor, acidez e corpo médios, boa permanência e bem balanceado: tem algum dulçor sem exagero - é para ser um Brut, certo? Mas a pontinha doce está lá - o que às vezes me decepciona em outros exemplares do estilo exibindo dulçor mais exagerado. Tal adocicado torna-o agradável para iniciantes sem decepcionar quem tem um pouco mais de experiência. Na faixa de R$ 66,00-R$ 80,00, é boa compra; acima disso começamos a flertar com a tubaronice pura e simples. Por ter produção muito grande, acaba sendo facilmente encontrada no Brasil, gerando competição e preços razoavelmente honestos. No final, e em comparação, uma aula de como se faz espumante; deveria ser assimilada pelos produtores nacionais. Pensar em Valduga 130 a R$ 145,00 - parece ter caído assustadoramente, mas posso estar confundindo o preço com o Blanc de Blanc ou o Blanc de Noirs - e outros acima de 100zão é um acinte. Aliás, interessante a postagem sair agora; estes dias saiu reportagem de vinhos brazucas recebendo medalhas Grande Ouro e Ouro Destaque(!) mundo afora. Nossos espumantes, dizem, competem com os melhores do mundo. Tá. Já experimentou os do Vale do Loire? Tente guardar um espumante nacional por 10 anos. Veja um Loire 2007 degustado neste ano aqui. Conhece da região portuguesa Trás-os-Montes? Esta tem coisa boa por 10,00 Euros (exemplares simples a partir de 5,00 Euros...). Seria interessante os produtores abaixarem a cabeça e começarem a trabalhar a questão do preço.

Cometi (sic! rs!) um Mirabeau Pure 2020, rosé provençal corte Grenache, Syrah e Cinsault com nariz discreto mas rico em frutas vermelhas, acidez baixa, bem leve, ligeirinho que só ele (risos!), mas ainda assim equilibrado e agradável; acompanhou bem as entradas; as meninas deliraram com ele, e evaporou rapidamente. Chegou o salomão por prato principal e para acompanhamento levei um Zind-Humbrecht Riesling Turckheim 2020; arrancou alguns suspiros e acompanhou bem o pescado - estava uma delícia! A Riesling da Alsácia tem uma pegada à óleo Singer, como muito observou o Akira certa vez. Advertidas após experimentarem, houve alguma concordância. É mais complexo, com notas cítricas e outras - não lembro-me dos palpites - boca com ótima acidez, mineralidade e frutas brancas cítricas, com ótimo final. Não muito acostumadas ao estilo, achando-o diferente, ouviram a frase que cunhei meio sem querer ao tentar contextualizar o vinho e o produtor: melhor o vinho reba de um produtor top ao vinho top de um produtor reba. Para fechar a noite, o Eduardo cometeu um D.V. Catena Cabernet-Malbec 2022, comprovando o quanto estou certo em abominar esses vinhos: doce desequilibrado (para mim, somente), com goiaba pesada na frente de tudo. Tem mais notas na direção de outras frutas e chocolate/fumo ou algo assim, madeira e mais, mas a goiaba soa enjoativa. O doce repete-se na boca, com mais fruta, acidez baixa e média, bom tanino - seu ponto alto - e final médio, porque o doce (ele de novo!) fica na boca. As pessoas enganam-se facilmente, pois esse doce o torna muito - mas muito mesmo! - palatável para bocas bem adaptadas a esse paladar que o Akira creditava infantil - dos primeiros anos, quando o doce torna-se uma sensação facilmente marcada em nossos paladares. É um vinho bem feito - apesar do desequilíbrio - no estilo para agradar as multidões. Ainda bem; se estas gostassem de Borgonhas, não sobraria para mim...
  

Sunday, October 23, 2022

Escolha sua tragédia

Introito

   Os ânimos acirram-se. Bob Jeff socou bala na polícia e cantou de galo. Os próximos capítulos serão eletrizantes. Ou não, como diriam os sábios de óculos. O sujeito que um dia mandou Zé Dirceu 'sair daí' para não comprometer um cidadão inocente que era nosso amado presidente Lulalelé agora abraça bolsonésio e seu lema 'Deus, Pátria, e-mais-alguma-tolice-qualquer'. No andar intermediário, um monte de gente estúpida, sem noção e desconhecedores da própria importância além dos restritos círculos a que pertencem - desportistas, 'artistas' e 'influenciadores' (risos!) - pregam votos em um ou em outro. Alguém acredita nessa turma? O suprassumo do extrato de pó de titica de galinha chegou na forma da declaração de um cantor obscuro, tido por muitos como intelectual porque, em sua fase relativamente produtiva tropeçou em duas ou três boas rimas: Os bilhões (roubados) da Petrobrás são nada comparado com esse projeto. O baguá assume que a Petro foi aliviada em bilhões e relativiza, aferindo que um escândalo desse tamanho é 'nada'?! E que, supostamente, bolsonésio é um perigo maior? Não pode ser. 'Bilhões' já é a ordem de grandeza do valor da empresa. E ela quase faliu nas mãos dos PTralhas. Alguém está muito, mas muito errado nessa estória. E claramente não sou eu...

A fonte do vídeo está aqui.

   Aqui, no térreo, gente que jamais na vida moveu os fundilhos para qualquer manifestação política agora é ativo cabo eleitoral de um tranqueira-genocida ou de um ladrão-corrupto. Recebo manifestações de ambos os lados, justificando por qual motivo deveria votar em 'a' ou em 'b'. Só queria que me respondessem o seguinte: para que votar em um ou outro se no dia seguinte à eleição estarei na oposição?! Deixo registrado meu pedido antecipado para Papai-Noel: que bolsonésio ganhe por um voto. Vou virar para os lulaslelés apontando o dedo e dizendo ser bem-feito, pois se eu jogasse meu voto nulo em lulalelé o empate garantiria a cadeira a ele, visto que o critério de desempate é o candidato de maior idade. Ou conceda-me o bom velhinho que lulalelé empate - e leve justamente pela maior idade. E vou virar para os bolsonésios e dizer que faltou justamente o meu voto para sua vitória. Está registrado aqui! 🤣 Em caso de resultado tão apertado, meu voto nulo terá sido o fiel da balança! 

Encontro Nix e as Moiras

O grupo Camarão com Pão, sucedido pelo Camarão com Vinho, assumiu sua forma final, Nix e as Moiras, nome retirados da mitologia Grega. A (boa) sugestão foi da Luciana, inicialmente repelida pelo articulista um tanto insatisfeito com a possível conexão entre Moiras e o... o... o 'Juiz', como dizem os PTralhas. E, claro, coisa alguma, tipo Petrolão, jamais aconteceu, a despeito da caetaneada que esta semana transformou nossos ouvidos em penico. Mas voltando... havíamos falado em desfrutar de um vinho com camarão em meu níver do ano passado(!) 😣, e por falta de agenda para testes o evento foi passando... até que rolou sem teste mesmo! A Dayane na foto, este Enochato, a Luciana, a Renata com a Sofia; atrás, o Akira.


Abrimos os trabalhos com o Mirabeau Pure 2020, um rosé delicado produzido na Provence, corte Grenache e Syrah, com buquê discreto até melhor nariz contestar (rs), fruta leve e algum detalhe que passou. Acidez quase média (sic), boca não muito complexa e ligeira, leve demais principalmente se perdemos um pouco a temperatura. Deve-se ter cuidado e servir em pequenas porções para mantê-lo agradável. Tivemos um Petit Chablis Pas Si Petit 2020, produzido pela La Chablisienne. Um 100% Chardonnay de Chablis (como todo Chablis!), deve ser o vinho mais simples do produtor e não me encantou, confesso. Tem sim sua graça, mas falta um pouco da força característica dos irmãos maiores. O toque cítrico está presente no nariz, acidez média, boca sem tanta mineralidade - mas está lá, precisa de atenção - também um algo rápido. Basta notar a garrafa, sobrou um bom tanto... Na esteira veio o Premier Cru Beauroy 2018, do mesmo produtor. Está mais no estilo que gosto, nariz mais pronunciado e complexo, embora não consiga separar bem as notas. Sempre penso identificar abacaxi na primeira cafundaga, mas quase nunca é (risos!). Acho que alguém comentou maçã. A boca é bem viva, a mineralidade se expressa numa pontinha de sal facilmente perceptível. Boa acidez e permanência, equilibrado. O Akira achou um pouco novo, mas não atinjo essa percepção. Para mim estava bastante bom 😋. Seguiu-se um Chablis Grand Cru Valmur produzido pelo Jean-Paul & Benoît Droin, cuja história remonta a 1600 e pouco. Com parreirais distribuídos pelas melhores zonas de Chablis, seus vinhos são muito respeitados. E muitos deles não são caros... nariz com frutas mais distintas - peguei damasco e casca de laranja, ou algo nessa direção, e alguém mais apontou outra fruta;  boca com mineralidade ainda mais marcada, ótima acidez com larga permanência e final delicioso. Acho que está no ponto para ser bebido. Valeu a pena ter guardado a garrafa por seus 8 ou 10 anos. Camarão a provençal e Chablis é uma combinação clássica, e funcionou muito bem. Sob preparo da Luciana, que já treinara solitariamente mais de uma vez antes (risos!), ela acertou a mão e em algum momento cada um suspirou e curtiu seu gole de vinho com camarão. Ainda tivemos um borgoinha tinto levado pelo Akira e um Sauternes Château Doisy-Védrines 2016 para fechar com sobremesas - não fotografei... Teve bão, senão os vinhos, as companhias sem dúvida! E ainda iniciei a Sofia aos vinhos de Chablis, sob olhar atento da mamãe Renata. Sofia gostou...