Introito
Acabo de conferir o resultado das manifestações democráticas marcadas para hoje. O resultado parece ter passado longe da expectativa. Uma pena. Como é de se esperar, o lado contrário aproveita-se. Amigo bolsonésio envia-me comentário de um fedelho que foi banido de uma plataforma de xadrez online por evidente trapaça e depois precisou distorcer a realidade a ponto de fazer o Gilmar Mendes parecer um amador, na tentativa de explicar-se. É curioso que ele una-se a alguém de também defende um corrupto e ladrão que está solto porque a lei foi alterada para soltá-lo, mas que nunca conseguiu provar sua inocência. Tenho escrito (não aqui, no uatizápi): na minha turma estão Caxias, Rui Barbosa, Ulysses Guimarães... e na sua, quem estão? Lula? Os donos das grandes construtoras que fizeram acordos com a justiça, e devolveram bilhões ao tesouro nacional? Ei, o que foi que aconteceu? Eles foram achacados pela justiça ou só devolveram o que tinham levado na maciota? Estamos tão desmoralizados que de repente não posso dar essas ideias... alguém vai aparecer com esse argumento, e ainda teremos que devolver o dinheiro para essas construtoras... dinheiro que portanto entrará devidamente esquentado na conta desses ex-delatores...Um encontro harmonizado
Don Ghidelli ameaçou fazer jus à sua fama de sommelier de primeira linha e convocou a caterva para um jantar em sua casa. Fez o óbvio, o que nos dias de hoje precisa ser tomado como grande acerto. Bem... ele apenas anunciou o cardápio em detalhes e com antecedência, para que pudéssemos levar vinhos de acordo.
Don Flavitxo e eu comparecemos com dois brancos às cegas. Ambos combinaram à perfeição com o camarão. São harmonizações praticamente infalíveis, embora uma delas tenha me surpreendido. Meu vinho foi servido primeiro. Todos - Ghidelli, Márcia (sua esposa), Flavixto e a Neusa mataram que era um Chablis. Notem bem: não disseram 'Borgonha'; disseram Chablis. Era um La Chablisienne Chablis Premier Cru Côte de Lécht 2016, vinho da cooperativa mais respeitada da Borgonha, com toques de frutas brancas (Neusa), ótima acidez, mineralidade característica - o que de fato permitiu aos bebedores mais experientes cravarem a procedência - boa permanência, ótimo final. O segundo vinho causou ótima impressão entre os convivas. Da minha parte, gostei muito. Chutei que poderia ser um Sauvignon Blanc, cepa que não conheço muito mas que tenho apreciado também por culpa e graça de Don Flavitxo. Mas não tive maior inspiração para imaginar de onde seria. Quem rasgou o verbo foi o Ghidelli: frescor e mineralidade decorrente de climas quentes, provocando aromas frutados e muito refrescante, com ótima acidez e permanência. Para mim é um português. E era mesmo! Tapada do Chaves branco 2018, um corte de Arinto, Antão Vaz, Assario, Tamarez e Roupeiro, é desses vinhos que entrega. Mesmo. Encheu a boca, o nariz, combinou muito bem com os camarões e foi aclamado. Tem um preço cá de R$ 290,00, e um preço lá de 20 Euros (R$ 130,00). O preço aqui está um pouco mais de 2x, o que deve ser considerado muito bom. Côte de Léchet custa lá cerca de 35 dóla, e comprei aqui, em 'promo' por pouco mais de R$ 200,00, à época. Hoje, sem 'promo', sai por uns R$ 420,00. Aí salga...
- Camarão salteado com mascarpone ao alho-poró.
- Polenta na pedra com paleta assada com ervas e molho.
- Sobremesa de torta cream cheese com frutas vermelhas.



