Showing posts with label Faustino I Gran Reserva 2009. Show all posts
Showing posts with label Faustino I Gran Reserva 2009. Show all posts

Tuesday, September 16, 2025

Uma Paducada perdida no níver do confrade Duílio

Introito

A certa idade, os próvidos se permitem alguns prazeres. Outros, apenas a idiotia.
Oenochato

Um agente da lei jurado de morte foi assassinado hoje, na Praia Grande. O delegado Ruy Ferraz tombou na luta contra o crime organizado. Você, PTlho idiota, saiba que sua residência está menos segura. O governo federal, em quem você votou, negou-lhe uma nota qualquer até as 20:30 desta terça-feira. A esta hora, um comentário já será considerado oportunismo e o silêncio soará ao descaso. Vacilos dessa monta não podem ser permitidos. Nem tolerados. Aliás, o partido que tinha um diálogo cabuloso com a mesma facção criminosa que vitimou o delegado aceita seus ministros submetendo-se às leis do tráfico, adentrando favelas onde a polícia só vai de Caveirão sob segurança mínima e sem roupas de combate(!) como colete a prova de balas ou capacete. Para mim, um Ministro é a personificação do Estado: deve proteger e fazer cumprir a Constituição, deve combater o crime (em suas diversas formas, como corrupção) e deve ser fiel para com a coisa pública. No tocante ao combate às transgressões, espera-se a luta resoluta. Ou que morra lutando - se pensar em fugir da batalha, não tem predicados morais para tornar-se Ministro; continue em vida mundana e se esqueça de servir à Pátria, que é tarefa para gente de fibra e onde dispensam-se pulhas. Voltemos ao assunto principal. A vítima normalmente usava carro blindado, mas então dia dirigia um veículo comum. E justamente nesse momento seus algozes resolvem emboscá-lo? São pelo menos duas falhas: uma de segurança, pois ele nunca poderia deixar de usar uma condução protegida. Outra, de inteligência: como é possível uma informação dessas chegar aos bandidos sem a devida interceptação? Estamos presenciando criminosos sendo soltos mesmo após 20 detenções - ou mais. Apenas para ficar nesse tipo de problema. Um governo sério já teria tomado medidas contra esse disparate. Mas o atual comando foi justamente quem patrocinou as bases legais para esse desplante ocorrer, portanto a conivência do Estado com essa situação absurda não pode mais ser ignorada. Pergunto novamente, PTlho otário: você votou na atual administração? Em 2001 eu tinha votado em outra bem diferente daquele cuja história começou em 2002 já com o escândalo do Waldomiro Diniz. Continuo sendo de esquerda, mas patetas mancomunados ao que há de pior não mudarão minha percepção ideológica, nem levarão meu voto.

Umas Paducadas por aí...

Esta vem bem atrasada. Logo quando fundamos a Paduca, o Duílio começou a se ligar com mais atenção em vinhos um pouco melhores. Tanto é que acompanhou-me na compra em ótima oferta de um Faustino I Gran Reserva 2009. O tempo passou, e em seu aniversário - junho passado - ele nos presentou com uma prova às cegas. Chegaremos lá. Em ocasiões especiais, brincadeiras especiais: levei dois espumantes às cegas, e servi primeiro o Cordon Negro da Freixenet. Tem sido nossa carne de vaca para alguns momentos um pouco mais formais, e não decepciona: fresco, leve, aquele toque de fermento no nariz e acidez combinando com o conjunto da obra. O divertido foi olhar as sobrancelhas dos confrades elevando-se em surpresa e os sorrisos se abrindo de satisfação. Carlos Andrééééé... isso é diferente..., teria dito o anfitrião. É uma Champanhe de buquê clássico: cítrico e notas de pão na frente, seguido de frutas brancas. Acidez média, ótima permanência em boca, comparada com a Cava - mas convenhamos, custa 5 ou 6 vezes mais, tem obrigação. Chegou-nos em oferta a R$ 310,00, custando no mínimo R$ 450,00 por aí. Nesse valor é uma boa compra. Por R$ 450,00, esperaria uma 'promo' da Philipponnat mais reba, a uns R$ 500,00. Tinha também um Marquês de Tomares Crianza 2014, já degustado. Entrega fruta e mais toques; não faz feio e o corpo médio ajuda a combinar com embutidos menos pegados como um lombinho, e é fácil de beber. A postagem anterior faz-lhe jus quanto à qualidade e preço. Vi hoje no Mercado Livre a R$ 116,00. Se encontrar o Chocapalha a preço similar, ainda acho mais vinho. Mas ele deu uma sumida... Então o Duílio, às cegas e fazendo cara de paisagem, serviu a primeira taça de seu campeão cuja aeração mostrou-se bastante benéfica antes de ir para o balde resfriar. Hum... como estava bom... Tirando um 2001 oferecido pelo Dr. Marcão (rs) há muito tempo, foi o melhor Faustino I que já bebi. Sabidamente longevo, está ótimo para degustação: o buquê permanece rico, frutado e com mais notas à chocolate/café/tostado (quais?), taninos domados, elegantes, boa acidez e final. Sei ter algumas garrafas dele, talvez uma da ótima safra 2005, e outra da 2009. Devem estar, nas palavras de Don Flavitxo, um mel... Estes dias apareceu uma 'promo' (não lembro a safra - '14?) a R$ 250,00. Seu preço normal, se procurar bem, começa em R$ 300,00. É um vinho dos seus USD 25,00, nos EUA. Cuidado ao sair comprando, pois pedem até R$ 400,00 por uma garrafa, tubaronice desenfreada. Ao final fiquei admirado com o coelho tirado da cartola pelo Duílio. Ele disse ter aberto pensando em deixar-me espantado. Conseguiu, com louvor.

Sunday, July 30, 2023

Três espanholes iguaizinhos... ou quase...

Introito

Agora nós estamos em guerra com a Eurásia.
O inimigo sempre foi a Eurásia.
A Lestásia é uma nação aliada.
1984, de George Orwell

A verdade não mente.
Dito d'Oenochato

   Havia uma disciplina na escola primária muito de meu agrado: redação. À reboque, vinha interpretação de texto. Lembro-me com carinho das professoras daqueles anos iniciais de meu desasnamento, Dona Martha e Dona Cida, cidadãs exemplares que ajudaram a formar os primeiros pilares de meu caráter. Interpretar textos virou como uma catarse contra as horas onde a escuridão da ignorância tentava bloquear minha curiosidade pelo conhecimento. Um trecho de música um tanto complexo assombrava-me muito lá pelos 20, 22 anos:

Adormecendo as uvas, reconstruindo em favas
Aconteceram as chuvas, redespertaram em lavas
Compareceram em chamas, estrangularam as falas
Carbonizaram miúdos, perpetuaram-se em galas
Zé Ramalho

Um pouco adiante no tempo chegaram os primeiros dias da internet discada. Já era possível visitar algumas páginas com informações antes restritas a livros. Estavam lá aqueles pintores que venerava, como Bosh e Dali. Então, visitando uma página, encontrei a informação cuja conexão com o trecho perpetuaram-se em galas foi imediata: Elena Ivanovna Diakonova, conhecida no círculo artístico como Galarina, ou Gala para os íntimos, posteriormente Gala Dalí, inicialmente amante e depois esposa e grande inspiradora do mestre Salvador Dalí, foi por ele perpetuada em diversos de seus quadros, desde sua fase clássica até as obras primas surrealistas. Fica assim dado o sentido do verso final da estrofe, cuja interpretação geral torna-se bastante clara (risos) perpetuar-se em galas é perpetuar-se como Gala está imortalizada nos quadros acima. Atualmente tento desvendar o sentido de outros versos:

Só querem nos roubar
E nos fazer de palhaços
Depois que estão eleitos
Vão morar em seus palácios
Eduardo Costa

   Confesso, ainda não consegui entender exatamente a mensagem. Sobre quem fala o inspirado autor da letra? Se algum leitor conseguir espantar a escuridão acendendo uma vela na escuridão, por favor, ajude-me...

   NAP será obrigado a responder ao requerimento de informação perpetrado pelo deputado federal Kim Kataguiri. A barbaridade está aqui. O parlamentar questiona a aquisição de móveis de luxo sem devida licitação - até parece que NAP quer morar em um palácio... mas... como chama-se mesmo a residência oficial do presidente da república? Não foi ele quem a batizou assim! Não bastasse, ora bolas, não foi NAP quem saiu de carro oficial, parou na loja, escolheu e passou o cartão corporativo. Quem fazia isso era o outro. NAP provavelmente recebeu a lista das peças desejadas pela primeira dama, correu os olhos e comentou estarem bons. Ele seguramente acreditou custarem a cama, a mesa e o sofá, respectivamente, R$ 42,00, R$ 36,00 e R$ 64,00, nada mais. NAP é um ser integrado com a realidade de seu tempo, sensível aos problemas nacionais e sabedor da falibilidade humana. Tanto isso é verdade que, quando errou, veio pedir desculpas em público, de cara limpa. Vejam:


   Portanto não venham com argumentos rotos sobre a idoneidade da alma mais honesta deste país, ou acusações sem nexo para cima do homem mais probo de todos os tempos, em toda as galáxias. Não passarão! Digo, não colará. A verdade não mente!


Três espanholetos iguaizinhos... ou quase


Há muito pensava em provar desta vertical, e aconteceu: três exemplares do Faustino I Gran Reserva em três ótimas safras: 2001, 2005 e 2009. A graça dessas brincadeiras está em acompanhar a evolução do vinho no tempo. Com o Ghidelli e a Márcia no preparo de um macarrão com molho vermelho com filé ao Champion Paris, reunimo-nos numa quarta-feira preguiçosa (risos!) para festejar regressos recentes e partidas em futuro não tão próximo. Então teremos outras comemorações de partida pela frente... 😃. Seu contrarrótulo traz a informação de ser um Tempranillo, mas encontrei comentários da safra 2001 ser um corte 85% Tempranillo, 10% Graciano e 5% Mazuelo (três das quatro cepas típicas do corte riojado; a quarta é a Garnacha), enquanto a 2008 seria diferente: 92% Tempranillo e 8% Graciano. Aceitemos a possibilidade de mudanças no corte conforme a safra. 

   Servido o Faustino I 2001, Ghidelli ataca de primeira: notas de eucalipto. Tinha fruta contida, acidez um pouco abaixo do esperado, boca marcada por um ligeiro dulçor, taninos bem redondos, corpo médio, final um tanto curto. Bem equilibrado, bom, mas aquele equilíbrio um tanto 'por baixo', no sentido de não passar a sensação de um grande vinho, apesar da harmonia típica destes. Se beber sozinho, dirá que está muito bom; se tiver padrão de comparação, nem tanto. Foi o caso. Ah, pela cor, não aparentava a idade. Faustino I 2005 ofereceu à D. Neusa notas de curral e pasto, e alcaçuz para o Ghidelli. Couro e algo tostado para este Enochato. Taninos mais presentes, redondos, melhor acidez, corpo igualmente médio, está ótimo para ser degustado. Faustino I 2009 mostrou-se mais alegre, com fruta escura bem marcada, couro ou tabaco; boca com fruta vermelha, maior acidez dentre as garrafas, final mais longo, muito bem harmonizado. Não notamos madeira - sabemos que tem. Beba agora se gostar desse estilo alegre, frutado, ou guarde mais um pouco. 

Faustino I Gran Reserva tem uma tiragem grande: cerca de 240.000-245.000 garrafas - não é feito todos os anos. Com tal volume, fica a pergunta: provém de um só vinhedo, ou é composto por uvas provenientes de lugares diferentes? Mesmo sendo de vinhedo único, pela quantidade seria impossível pensar-se em um terreno homogêneo; daí uma variação na qualidade e composição das uvas quanto ao terror ser inevitável. Isso claramente geraria garrafas com característica diferentes de acordo com o lote de uvas processadas. Não é uma crítica, é uma reflexão. Ainda assim o produtor consegue fazer vinhos consistentemente bons que, se comprados a bom preço, valem a pena. Seu preço 'lá' varia bastante. Safras recentes (2021) estão abaixo de 20 dólas. As safras '09, '05 e '01 custam em média, respectivamente, 32, 46 e 90 dólas. Aqui custa atualmente (em 'promo') R$ 289,00 (preço cheio de R$ 360,00). Comprei a safra '05 por algo como R$ 130,00, e anos depois a '09 por R$ 199,00. Eram boas compras à época; atualmente não tanto; nessa faixa temos boas alternativas no mercado. 

Por sobremesa tivemos pudim com camada de coco ralado e dois vinhos: um Taylor Fladgate 10 anos Tawny. Mesmo os Taylor's mais simples são aveludados; imagine um envelhecido por 10 anos em barricas de 600 litros e depois engarrafado... no nariz esbanja fruta, algo como caramelo, chocolate e mais camadas. Boca com fruta em compota, figo, taninos muito redondos, acidez e corpo médios tocados a 20% de álcool muito bem integrados e um toque doce característico do estilo Porto. Ótima permanência e final longo fecham as características do que dizem ser um exemplar apenas um pouco melhor do que os mais rasteiros. Já bebi um Taylor 20 anos, mas minhas experiências com Portos de melhor qualidade são poucas. Guardei um exemplar simples por mais de 20 anos e... é outra estória. A Elvira compareceu com uma surpresa de sua predileção, um Jerez: Media Legua Pedro Ximénez é produzido pelo sistema Solera, característica da região de Jerez. Se entendi bem, no estilo Pedro Ximénez (mesmo nome da cepa), a colheita é feita tardiamente, quando a uva acumula muito açúcar e gera um vinho bastante doce e com alto teor alcoólico. Contudo o doce é contrabalanceado pela acidez - sempre ela... - gerando um paladar muito elegante e nada enjoativo. Como característica dos Jerez, o figo estava lá, bem marcado, no nariz e na boca. É mais complexo no nariz, mas não consegui distinguir. Tem corpo médio, final longo, retrogosto também adociado. O Jerez sempre impressiona, e Media Legua não deixou por menos...

Thursday, September 15, 2022

Finalmente, o voto útil

Introito

É chegada ao público a falácia do voto útil em lulalelé. Já ouvi essa conversa há meses, tanto de grãos-PTlhos quanto de neoPTlhos - gente que usava calças curtas quando lulalelé ainda não resvalara para a criminalidade. Assim como já ouvi de tiozões do uátizáppi e de fedelhos do Jair (sic) a enganação de que senão o lulalelé volta. Uma banana para cada um! Na verdade seria outra coisa, mas estou contido hoje. Aproveitem, é só hoje. Então pretendem ganhá-lo com o voto útil, caro eleitor? Pergunto: qual voto útil? Aquele que os PTlhos negaram a Mário Covas na disputa contra Francisco Rossi pelo governo do estado em 1994? 

Maluf é nefasto
Marta Suplici, quando Grã-PTlha 

Não é desse voto útil de que falamos? Será talvez aquele outro, também negado pelos PTlhos a Covas quando ele disputou o governo contra Paulo Maluf, em 1998. E lembra o motivo para isso, em '98? O não apoio a Marta Suplicy contra Celso Pitta nas eleições de '96! Ou seja: PTelhos não apoiaram Covas em '94, mas queriam apoio tucano em '96! Levaram ferro, e foi bem feito! De birra (rs) não o apoiaram novamente contra o bolsonésio da época. E agora pretendem falar em voto útil? É isso mesmo?! bolsonésio foi a legítima manifestação da sociedade para ejetar do poder uma quadrilha que assaltou e pela incompetência faliu o Estado brasileiro e suas principais empresas. Traiu tudo o que prometeu e mais um pouco, pois seu desempenho na pandemia, que não estava programada, também foi nada foi além do pífio. Nada mais justificável, portanto, que o voto nulo. Banana neles!

O estadista (sic)

Os PTelhos e seu grão-comandante cruzaram os braços enquanto bolsonésio perpetrava suas barbaridades. Gente da própria esquerda refletia sobre a falta de sua liderança nas ruas. PTlhos deixaram o povo brasileiro à mercê desse traidor de tantas promessas eleitorais assim como PSDBelhos permitiram lulalelé continuar governando quando estourou o primeiro escândalo de governo lulalelé. Essa tem sido a herança de nossos lideres para seu povo. O mais ridículo é ouvir de neoPTlhos a sugestão de que lulalelé seja um estadista (risos!) Já comentei, ele cozinhou os miolos de tanto olhar para o umbigo quando esteve preso. Agora... a crença é livre. Querem acreditar que ele leu 1-7-1 livros enquanto preso? Então tá. Vamos lá (sic) perguntar para ele quais foram os livros, e pedir um breve resumo de... 20% deles? Menos, até. Alguém ouviu ele comentar sobre um único livro que supostamente leu? Alguma reflexão que tenha-lhe mudado qualquer ponto de vista anterior, ou pelo menos aberto ou aumentado sua percepção para algo que nunca notara? Pois é... nada mais senão o velho discurso de sempre.

Faustino I Gran Reserva 2009

Bodegas Faustino está sediada em Rioja, na Espanha. Estabelecida em 1861, chega aos 161 anos como um grande exportador espanhol e produzindo vinhos sempre consistentes - contam-me. Comprei várias garrafas da safra 2005 enquanto entravam e saíam de 'promo' na Lovino a um preço inacreditável, muitos anos atrás. Acho que tenho a última garrafa... A própria Lovino trouxe a safra '09 já há algum tempo, a preços não tão convidativos mas ainda bons. Mas eis que de repente, não mais que de repente, elas entraram em 'promo' nos supermercados Jaú Serve. Claro, antes amargaram alguns anos de prateleira a preço nem um pouco atraente. Depois conto. Na 'promo', peguei uma garrafa para conferir seu estado - estavam lá bem antes da pandemia. Aí foi alguma decepção: nariz muito fraco, quase inexistente. Por outro lado, a boca apresentou-se muito equilibrada: redonda, ótima acidez, madeira presente, taninos arredondados e boa persistência. Deixei um pouco para o dia seguinte, quando no primeiro momento notei alguma fruta de leve, sumindo rapidamente. A boca continuou marcante, como esperamos de um bom vinho. Estaria com o nariz comprometido? Dois dias seguidos? Uma tristeza...

Bom importador, parceiro ruim

A Lovino importa alguma gama de vinhos para sua rede de supermercados - já comentei que os supermercadistas estão acordando... Faustino '09 tem preço médio (EUA) a USD 36,00 (R$ 5,00) = R$ 180,00, e aqui era vendido a cerca de R$ 260,00. Dá 1.4x(!). Às vezes parecia em 'promo' a R$ 199,00 (1.1x!!!) antes do preço despirocar a R$ 360,00 (2x!). Neste momento está em 'promo' a R$ 280,00 (1,56x!). Como minhas primeira garrafas paguei R$ 125,00 (mas era outro dóla), pensar em R$ 360,00 sem 'promo' é praticamente 3x o meu preço do coração (risos). Como digo, empobrecemos...

Um problema que notei - lojas de S. Carlos compram alguns produtos da Lovino - é que a importadora vende com algum desconto, e o lojista daqui apresenta o vinho com 10% a mais. Está bom - mas não está, certo? Por que esses 10%? Bem, como a importadora volta e meia faz 'promos', o lojista daqui fica com o mico na mão, já que o bom comprador aguarda o momento certo e compra direto. De quem é a culpa? Do lojista, claro. Ele não fez a lição de casa! Essa não é uma parceria digna. Vejo no grupo Savegnago os vinhos custando o mesmo que no Verdemar, grupo supermercadista importador sediado em Minas Gerais. E os preços são bons, na maior parte das vezes. Enfim, o mercado está bagunçado. Esse é um prato cheio para o consumidor sair perdendo. Atenção redobrada!

Ao fato: Faustino está em 'promo' na rede do Jaú a R$ 199,00. Ei, era o preço de 'promo' da própria Lovino antes do preço subir. Muita coincidência que os preços em 'promo' sejam iguais? Digo que margens estão sendo arredondadas, talvez estejam queimando o produto sem lucro - ou com 'lucro mínimo', seja qual for. Vai do consumidor arriscar uma garrafa e conferir se está bom. Tenho duas, da safra '09, compradas há tempo e direto da importadora. Nada contra o Faustino, mas acho que vou gastar meu suado dinheiro em outro lugar, conhecendo outros vinhos.