Showing posts with label I Giusti & Zanza Dulcamara 2011. Show all posts
Showing posts with label I Giusti & Zanza Dulcamara 2011. Show all posts

Sunday, July 31, 2022

A sorte está no ar

Introito

   Estava pensando em deslocar os comentários cidadãos (sic) para o final das postagens e assim priorizar o vinho, mas melhor não. Tenho reiterado: nossa situação, da pátria e das pessoas em geral, há muito deixou a normalidade tranquila para adentrar o caos e a desesperança. Ao cidadão de bem não é mais permitido o silêncio. Aos covardes... bem, os covardes fogem; ou os buscamos ou ficamos para lutar. Principalmente para nós que estudamos à custa de 100% de uma população onde agora talvez 70% dela esteja flertando com a pobreza, é momento de discutir, pensar e debater.

   Alea jacta est. A sorte está no ar, uma vez que os dados foram lançados. Uma facada garantiu a eleição bolsonésia. Um diagnóstico de câncer dizem que fraudado garantiu o segundo mandato da presidenta-elefanta (refiro-me ao QI, não à memória). Sem algum fator extraordinário, as pesquisas praticamente definiram o segundo turno.
   Os tolos e os esquerdopatas precisam de uma desculpa para votar em lulelelé. Bem, os esquerdopatas, não. Os estúpidos e os bolsonéisos precisam de um motivo para votar em bolsonésio em pessoa. Novamente, os bolsonéios, não. No meio dos estúpidos e dos idotas, os cidadãos de bem pensam no que fazer. Ouvi a consideração de muitos - bem abalizada - que em primeiro turno votarão no terceiro, não importa quem. Em 2018 tinha meu candidato bem definido. Contra todas as enganações que a esquerda perpetrou-nos desde 2003 anos, eu, sempre eleitor de esquerda (e até 2002), fui de Amoedo. No segundo turno, e pela primeira vez em várias eleições, fiz voto útil para tirar do poder uma quadrilha que assaltava a todos nós e nos hipnotizava ao som de uma farsesca melodia muito das sem-vergonhas. Desta vez, não tenho voto em primeiro turno; o melhor candidato é um celerado.
O cidadão de bem torna-se bandido quando associa-se a bandidos.
Máxima do Enochato já publicada aqui.
   À medida em que gente de bem apresenta sua alternativa - votar no terceiro, seja quem for - apresento a minha. Vai parecer arrivista e sem sentido, mas leia tudo. Precisa ser uma ação em dois turnos também, e não dois turnos eleitorais. O primeiro é na eleição (ambos os turnos), o segundo, no começo do próximo governo. Portanto, vai exigir, mais do que antes, o exercício da cidadania, algo que não vi até o momento. Vote bolsonésio. Depois, se ele ganhar, vá para oposição e cobre dos canalhas PTlhos, PSDBelhos, PSBelhos engrossados pelas viúvas do Alckmin e esquerdalhas em geral, o impeachment que nos negaram até agora! 
O impeachment nos primeiros dois anos de governo obriga a uma nova eleição.
   Talvez você não goste dessa proposta. Eu também não - no mínimo nos põe na berlinda até 2024, mas é nossa melhor cartada. Aliás, eu não seguirei minha própria ideia, mas apresento-a como reflexão para aqueles cuja participação no pleito passe pelo voto não nulo. Da minha parte, seguirei fiel à proposição inicial. Mas lembre-se: votar em bolsonésio será apenas a primeira parte da missão. E, se pudermos levantar uma faixa para os canalhas esquerdopatas já depois do primeiro turno, melhor. Chame-os (xingue-os) do que são: ladrões e corruptos. A redenção deles não começa pela próxima eleição. Começa pelo próximo impeachment - com os cumprimentos do Eduardo Cunha. A nossa melhor chance é detonar lulalelé agora encapaçar bolsonésio depois. Claro, os PTelhos se acharão redimidos. É quando poderemos botar uma banana neles.
   Tem mais. Depois.

I Giusti & Zanza Dulcamara 2011

Bebi um Dulcamara '11 há quase um ano. Lembra da estória, ter algumas garrafas e bebê-las de tempos em tempos? Pois é... como só tinha duas (tá uma terceira é '13), ficamos um tanto... abreviados... Talvez pudesse tê-la guardado um pouco mais, mas bolas, essas garrafas querendo viver para sempre... se nem as estrelas, supostamente imortais, não o são, o que dizer de meras garrafas na prateleira de um bebedor... Aqui acredito ser uma questão de garrafa: às vezes uma pode miar, não estar boa, mas outras o acaso nos beneficia. E esta parece de fato melhor do que a anterior. Aquela sensação aprazível do vinho em camadas no nariz estava lá. Escrevo na quinta hora desde a abertura. Tem muita fruta diferente, vermelha e negra; tem especiaria, mas não é só à la pimenta; tem um toque doce, tem algo de terroso no meio disso tudo, e não é sutil não... Boca: a picada da Cabernet está lá, logo na ponta da língua, e tem madeira, toques de chocolate-café-couro que sempre confundo mas estão bem presentes, mas de um. Como disse, camadas... posso não saber distinguir tão bem, mas é claramente perceptível pela complexidade do conjunto; passemos o vinho pela boca quase a mastigá-lo e ela (a complexidade) se apresenta. Álcool um pouco pegado, taninos ainda não se afinaram tanto, percebo agora. Pode ser degustado com muito prazer em 5 anos, seguramente; é claro que dura mais. A acidez está bem presente, mais para média, ajudando a promover uma permanência marcante e final um pouco além de médio, o que, convenhamos, perfaz um conjunto maravilhoso. Ao som de Dulce Pontes e Banda da Armada com O Amor a Portugal neste final, a noite ficou estupendamente bela. Guardarei um tanto para o segundo tempo. Amanhã será (mais) um dia feliz.

Friday, September 17, 2021

I Giusti & Zanza Dulcamara 2011

Introito

  Nada nesta vida é de graça. Ou, de outra maneira, precisava de combustível para tocar a postagem passada, de um vinho provado há uma semana. Dulcamara pagou o pato, e foi boa fonte de inspiração e companhia para a tarefa. Falei da I Giusti & Zanza pela primeira vez em 2012, na Noite dos Barolos Sanguinolentos, quando o Nemorino, vinho de entrada, surpreendeu a todos os bebuns. Experimentei outro Nemorino neste ano, e no ano passado havia experimentado um Perbruno. Experimentei outros exemplares, não postados. Lembro-me de ter provado todos eles em uma edição da Expovinis, e Dulcamara havia me surpreendido gratamente. Acabou sendo um dos destaques do evento, segundo o júri especializado. Não que conte muito, mais por conta de qualquer júri tupiniquim do que pelo vinho, claro, mas a coincidência fez-me notar que esse pessoal não é tão ruim quanto parece; às vezes eles acertam alguma... O leitor pode seguir os vínculos acima para saber mais sobre os vinhos e produtor.

I Giusti & Zanza Dulcamara 2011

Foi de caso pensado: semana desgastante, crianças dois dias fora de casa por conta da dedetização... precisava de um bom vinho para aliviar o estresse causado pela falta do Lemão e da Mel. Resulta que abri a garrafa às 16:00, e comecei a degustação às 20:30. São 22:45, portanto umas seis horas de aeração. Merece: ele era o melhor vinho do produtor até o aparecimento do Vigna Vecchia. Dulcamara é um corte de até 70% de Cabernet Sauvignon e  Cabernet Franc (a proporção depende da safra), um tanto de Merlot e uma pitada de Petit Verdot. É um supertoscano que pode ser confundido com um Bordeaux de bom nível: fruta muito rica, couro, chocolate... é um nariz muito estimulante. Boca com alguma especiaria, mas não aquele ataque da Sauvignon muito marcado na ponta da língua... lembra mesmo a Cabernet francesa em seu bom momento. A madeira também deixa seu travo muito bem harmonizado com toques terrosos e algum chocolate que se repete na boca. Ótima acidez, persistência longa, final com retrogosto bem presente. Tudo isso por 30 moedas (de Euro) no sítio do produtor. Aqui, facilmente encosta nos R$ 500,00. Não dá... está quase 3x... E lembremos que o sítio do produtor vende a preço cheio. O importador seguramente paga um preço inferior. Depois ficamos aguardando as 'promos' e compramos pela metade do preço. O tonto do importador ficou com o mico na mão por anos, mas se praticasse um preço bom desde sempre, poderia vendê-lo em prazo muito menor. Viva o mal planejamento. Viva o importador energúmeno, que além de tudo envelhece o vinho para nós. Note a tela do Wine-Searcher o preço em Euros, desta vez (normalmente uso Dóla).