Showing posts with label Line 39 Petite Sirah 2013. Show all posts
Showing posts with label Line 39 Petite Sirah 2013. Show all posts

Saturday, February 12, 2022

O vinho, o idiota e nosso maior herói desde Caxias

Introito

   Um idiota com nome de bicicleta(!) propagou ideias nazistas e depois ficou perguntando 'porquê?, porquê?, porquê?". Estúpidos nunca sabem por que apanham. Procurei a formação acadêmica do pessoal do Flow, programa que conheço de nome pelos trechos de algumas entrevistas de personalidades da comunidade político-intelectual que acompanho mais. Um tem nível técnico; o outro, segundo grau. Não é que as pessoas com nível de instrução médio não tenham o direito de se manifestar, porque têm. A questão resume-se, para ficar em um universo que tanto os opinadores (sic) como seus seguidores conhecem bem, na célebre(?) frase "com grandes poderes vêm grandes responsabilidades". O caboclo nunca se preparou para a responsabilidade que assumiu. Quando o momento exigiu, ele roeu a corda vítima da própria ignorância, que não permitiu-lhe formar uma opinião mais precisa acerca de importante assunto em pauta, e deu no que deu. Bem feito. Sim, bem feito. Até porque ele foi avisado, está em 1:20 min. Outro que se vai como Denethor, para ficar em um universo que esse pessoal talvez entenda...

Enquanto gastamos tempo e esforços em torno de nada - não refiro-me ao estúpido, que já está imolado, mas à canalhice de esquerdopatas e direitóides que tentaram colar a mesma pecha no deputado Kim Kataguiri - alguns dizem que o mundo está próximo de uma guerra mundial, quiçá uma aniquilação, por conta das tensões Otan versus Rússia (+ China). À faca de dois legumes. Na Primeira Guerra Fria poderia acontecer sim uma guerra nuclear. A questão, para mim, era financeira. Sim, financeira, e não econômica. Não sei quantos bilionários existiam nos anos 70, provavelmente poucos. A primeira lista surgiu em 1987, e eram 90. Ora, eles estavam todos do lado capitalista. Era zero o número de bilionários (ou mesmo milionários) na Rússia e China totalmente comunistas. Vai daí que um dos lados nada tinha a perder. Hoje temos 724 nos Estados Unidos, 698 na China, 140 na Índia, 136 na Alemanha e 117 na Rússia. Ambos os lados perdem com uma guerra nuclear global. Deixou de fazer sentido (que ela ocorra). Mas, é claro, temos que, literalmente, combinar com os russos! Digo, isso precisa ser colocado da mesa, antes que seja esquecido. Não podemos (os ricos não podem) perder essa perspectiva quando as tensões começarem a escalar de fato. Ao fim e ao cabo, o Putin é quem precisa ser avisado. Aliás, Putin, olhalá! (sic), semana que vem (or so) nosso presidente estará por aí. Saiba que o posto de nosso maior herói desde Caxias permanece vago. Ele pode ser seu! Sei que a Rússia é famosa pelos seus maravilhosamente digestivos chás. Serguei que diga, heim? Ofereça um chá ao nosso presidente. De repente ele o bebe como comeu aquele camarão. Apenas mantenha distância, porque se ele bebe chá da maneira que come churrasco com farofa...

Line 39 Petite Sirah 2013

Vai-se a última garrafa desse vinho comprado em 'promo' na Vinho e Ponto, momento em que seu valor ficou convidativo. Segundo registros, paguei R$ 85,00. Esta garrafa não teve tempo para respirar, foi direto para a taça tão logo aberto. Estranhei o dulçor forte no nariz, que repetiu-se na boca. Sempre aero meus vinhos pelo menos 20 minutos mesmo para aqueles exemplares que sei serem mais simples, e este causou estranheza, pois tenho certeza de que a prova passada não apresentou essa característica; daquela vez ele era mais discreto. Mas aerou... Escrevo entrado na segunda hora dele aberto; o dulçor cedeu bem. Nariz com menos fruta e algo herbáceo; acho que está encostando em seu limite. Note que toque herbáceo não designa vinho envelhecendo! A boca continua com o dulçor não enjoativo e sabor lembrando chocolate ao leite. A acidez ainda (sic) é média, e, se não comentei da última vez, digo agora: é um pouco rápido, e o final um tanto curto. Não desabona para um vinho de USD 10,00, mas se por um lado supera chilenos (preço aqui), por outro mesmo na 'promo' poderia não resistir à comparação com europeus do mesmo valor. Americanos saber fazer vinhos. Brasileiros é que não sabem (sic) importá-los.

Saturday, May 15, 2021

Novamente as paralelas

Introito

   Estou repetindo um vinhozinho já degustado há três meses. Repiso a questão sob outro ponto de vista. Encontrou um vinho que gostou, a bom preço? Compre mais algumas garrafas; beba uma ou outra de vez em quando; mostre o produto às pessoas que gosta. Ou, como hoje está sendo para mim, caso sinta o dia 'morto', se não tem inspiração para beber algo mais intenso, se pensa em queimar algo melhor com as companhias que curte, repita esse algo que já o atraiu em outro momento. No presente caso é um vinho que, compradas três garrafas após experimentar uma na primeira 'promo', notei que seria boa compra e toquei os exemplares na adega. Só não vá ficar repetindo o mesmo vinho 'a vida inteira' - por muito tempo, quero dizer. Fiz muito disso. Mas não tinha ninguém ponderando comigo a enorme tolice do ato.

Line 39  Petite Sirah 2013

Como dito na postagem anterior de Line 39, adorador idiota do 'mito', importador energúmeno, vinho absurdamente caro e político desonesto encontramos em cada esquina. Assim vamos guardando na lembrança o importador que pratica preços honestos, o político que honra o mandato, vinhos com a tal boa relação custo-benefício e momentos alegres que seu consumo nos traz. O 'Latitude 39' (rs!)  dos gringos repete boa fruta, couro ou chocolate, e desta vez um quê de charuto apareceu com mais força. Seria o couro mais intenso? Boca com o dulçor já mencionado, chocolate novamente, bons taninos. Acidez presente, ajuda a compor aquele panorama harmonizado sempre agradável. Pelos R$ 85,00, justificou bem a compra. Ele aguenta mais um tempo, não há dúvida. Ali por 2011 lembro de ter bebido com o Akira vinho americano igualmente simples com dez anos de idade, e estava bom. O advento da engenharia genética no final dos anos 80, começo dos 90, ajudou na produção de leveduras de alta qualidade, e os americanos claramente aproveitam isso muito bem e desde cedo. Procure aí ao lado a postagem sobre o Cain Five, de 1998, bebido mais de vinte anos depois e tire a prova. Relembrando minha abordagem do Julgamento de Paris, acho que aquele evento apresentou um resultado que mais denunciava a soberba e a inocência. Mas não dúvida de que no século XXI os americanos fazem vinhos que rivalizam com os bons franceses. Estão sabendo cobrar bem por eles. Mas vejamos, um Quilceda Creek Cabernet Sauvignon 2010 - algo já envelhecido, portanto - tem como preço médio USD 220,00 (USD 200,00 na Benchmark) estraçalha qualquer sul-americano que custa no Chile USD 150,00 ou mais. O Almaviva tem preço médio de USD 247,00 no Chile, mas custa USD 150,00 na própria Benchmark. Como pode? Pergunte pros chinelos chilenos. Tá indo pro Chile? (depois da pandemia, claro, que por hora não aceitam cães sarnentos - aquilo  que nos transformaram! - por lá) Compre franceses... tá tendo (sic) bastante.





Thursday, February 4, 2021

Infinito: onde se encontram os paralelos?

Introito

   Definição matemática básica: retas paralelas encontram-se no infinito. Muitas mais coisas encontram-se no infinito: a esperança e os tolos, a inteligência e a audiência do BBB, o futebol bem jogado e a seleção Canarinho (de uns 30 anos para cá), para ficar apenas nesses exemplos. Por outro lado, muitas outras coisas encontram-se ali, na esquina: adoradores do 'mito' e o covid, eleitores desesperançados e políticos desonestos, importadores energúmenos e consumidores tintos tontos. Fico pensando: importador energúmeno e adorador do 'mito'. Será que tem combinação mais estúpida? Bem, no brasio tem de tudo... O sétimo céu, o Nirvana, são o limite (para cima). Mas para o pior, não há limite. É fácil 'provar' essa declaração: sempre podemos jogar mais um quilo de m... ao que já está suficientemente ruim... 😟 Lembre-se: para o pior, não há limite... Caso sirva de consolo, dá pra passar bem com Paralelas... escute enquanto lê...

Line 39  Petite Sirah 2013

Line 39  Petite Sirah (usam essa grafia mesmo para a cepa) é um vinho da Califórnia. Por coincidência (😱!), esse mesmo paralelo passa pelo coração da região vitivinícola do estado, como o próprio contra-rótulo nos conta. Tem nariz com boa fruta (vermelha? negra? ambas?), e algo como couro, ou chocolate. Pimentão? Na boca, tem alguma acidez. Um dulçor não enjoativo joga a boca também para a sugestão de chocolate ao leite(!). Os taninos estão pacificados (não passificados! rs), e seus 13% de álcool formam um bom conjunto. É um vinho de 10 dóla ('lá'), em safras mais recentes (2016-2018). Em sua safra 2013 está à venda aqui, em 'promo', por R$ 85,00. Péraí... tem tudo o que descrevi acima, por R$ 85,00? Corre! Ficou subitamente bom! Combinemos o seguinte: 'lá', é um vinho de USD 10,00: consumo de dia-a-dia. É honesto - não é nenhuma Grande Compra; repito, é honesto; o mercado americano está cheio dessas... opções. Aqui, mesmo em seu preço 'cheio' já bateria de chinelo sem dó nem piedade na maior parte dos sul americanos. Só não seria uma grande compra; existem diversas outras opções de portugueses e até franceses em preço próximo. O que acontece é que seu preço era pornográfico na abertura da importadora, a Vinho e Ponto. E lá ele ficou... por eras... (rs); a inflação galopou, o dóla subiu, os chilenos - principalmente - passaram a acreditar que sabem fazer vinho (😂 ledo engano...) e Line 39 ficou esquecido. Ainda está bom, mas não sei se segura maior guarda. Para beber durante este 2021 que praticamente se inicia, é uma boa escolha. Já a importadora, tem que se desfazer dele; ficou com ele até agora e não sei se vai durar mais... Pelo menos não estão se desfazendo quando o vinho está vencido. 

Paralelos

   Aqui na sulamérica (sic) temos um vinho de latitude (sic). É o Latitud 33, que em sua versão Malbec cansei de beber, na primeira década. Tem um genérico (sic) também, que é o Latitud 34, mas o 33 foi quem primeiro fez sucesso por aqui, o 34 veio depois. Mas vejamos: tomando o Equador por zero, notamos que 33 (ou 4) vem antes de 39. Quer dizer que a Latitude 33 está menos distante do Equador do que a Line 39 (sic). Uns 6 graus, mais ou menos... isso dá uns 700 km mais ao norte(!) em favor dos californianos. O Paralelo 39 norte cruza o sul de Portugal e a 'sola' da bota, na Itália. Já o Paralelo 33 cruza... a África(!): Argélia, Tunísia, Líbia.... e as Colinas de Golan, no Oriente Médio. Fazendo um paralelo (sic), notamos que por simetria estamos relativamente distantes do centro vitivinícola mundial, que 'começa' mais ao norte na Europa. Onde mesmo comentei que conhecer sobre vinhos também é conhecer sobre mapas? Pois é...
   De quebra: Latitud 33 é um vinho de até 3 dóla na Argentina. E entre 9-12 dóla por aqui. Peraí!... estamos assim? Um vinho de "x" na Argentina custando aqui 3x, 4x? Alô alô, cambada! Cadê a estória de Mercosul, impostos reduzidos, integração de mercado, aquela conversa toda? Não é só pra vinho europeu, não, que a diferença tá comendo solta. O ponto é que Line 39 está agora por volta de USD 12,00, o mesmo preço de Latitud 33. E, comparativamente, acho que não se encontram nem no infinito...