Introito
Torcedores de algum time inglês, gente de primeiro mundo, estudada, orgulhosa de suas raízes, vão como carneirinhos tremular suas cores no estádio mesmo após a compra de sua bandeira por um mafioso estrangeiro travestido de empresário. Lembro de um documentário sobre a Segunda Guerra (creio ser
The World at War) onde uma mulher perguntava como povo alemão, considerado por ela o mais estudado da Europa, deixara-se iludir por Hitler de maneira tão bisonha. Oitenta anos separam as duas considerações, e parece que nada mudou... Enquanto isso Putin continua em sua campanha desastrada - não tenho acompanhado. Até onde sei, está no ar sua 'proposta' onde a Ucrânia ficaria fora da zona do Euro e da Otan. Claro, ele só a quer fora da Otan. Mas precisa de algo mais para barganhar, caso contrário passará por intransigente. Alguém deve avisar aquele comediante sem graça qual é a saída. Por óbvio a conversa é um pouco mais complexa, existem arestas a aparar. A pergunta que ninguém fez ainda é: quem vai pagar o prejola todo? Escrevam aí: a comunidade europeia, depois que a Ucrânia for aceita como estado membro. Sendo assim, Putin continuará a destruir o que puder, motivo pelo qual o ideal seria alcançar a paz o mais rapidamente possível. Ou não... quem pagará será a população (por meio de impostos), não a banca. Sob essa ótica, a guerra pode demorar mais, já que o Ocidente pode tentar fazer Putin gastar mais de seus recursos.
Mamertino di Milazzo Vasari 2008
Já escrevi
sobre esse vinho há dois anos, e chegou a vez de invocar a tão falada frase de Don Flavitxo:
melhor um ano antes do que um dia depois, significando ser melhor abrir o vinho mais jovem a arriscar o envelhecimento e ele passar do ponto. O Mamertino estava bem oxidado. Por trás da fruta muito discreta, bem lá no fundo, parece dar mostras de começar a descida para o metacrilato, segundo o Akira (não sei de onde veio essa estranha comparação, mas quem trabalha com química
pesada é ele). Para surpresa, prestando atenção, nota-se um fundo herbáceo com chocolate (café?) e fumo. Ainda apresentou alguma acidez, mas a boca mostrou-se bastante rápida, sem persistência. Tem uma pegada ligeiramente balsâmica, indicando que está indo mesmo ao vinagre. Mesmo tendo começado a bebericá-lo por volta das 21:30 (quase 0:00 agora), não degringolou nem deu dor de cabeça - ainda (risos). Bebi nem um terço da garrafa, evidência de não estar tão apetitoso ou convidativo. Talvez prove um pouco amanhã, em nome da ciência. Ou não... 😑
Detratores
Nosso amigo detrator apareceu na última postagem para comentar a parte política, inicialmente - então não percebi que poderia ser ele. Não costumo estender esses comentários, mas é incrível: disse
defender o melhor presidente do Brasil, sem a devida coragem de identificá-lo! bolsonésios diriam ser bolsonésio (sic); petralhas diriam ser lulalelé... o caboclo não disse quem! Talvez se referisse à Dilma. Quando coloquei fim à discussão - afinal, as regras deste espaço são as minhas! - em mensagem não publicada saiu-se com essa:
E devo dizer que você não é dono do blog. É apenas um usuário... continue vangloriando estes seus ídolos e bebendo seus vinhos ruins. Fim da discussão. Observem a quantidade ilimitada de tolices: de onde ele tirou que eu seria dono da plataforma? Sou dono d'Oenochato, óbvio, então aqui, óbvio também, mando eu. É justificável essa tola confusão? Claro que não! Depois, dei por encerrado o assunto e ele escreve como se o fechamento fosse dele! Nada mais patético. Quem tem a decisão de publicar (ou não) um comentário ou seu. Quem então determina sua conclusão? Além de tudo, demonstra não aceitar as regras e usa como último recurso a volta à conhecida tática do ataque pessoal na falta de argumentos:
continue... bebendo seus vinhos ruins. Poderia até dizer que esse de hoje seria em homenagem a ele, mas não é verdade. Tamanha estupidez não merece respeito e menos consideração. O vinho estava apenas passado. Acontece, em meio a 300 garrafas. Possivelmente nenhuma comprada na importadora dele.
O leitor notou a mudança de posição desse tópico, sobre detratores. Não mais abrirei uma postagem falando deles - quaisquer um. Nunca aparece um comentário digno, e as réplicas são cunhadas no túmulo da lógica. Talvez ainda publique algum comentário, como exercício argumentativo e para mostrar que no fundo estou mesmo correto. É mais do que esses pseudo-argumentadores merecem. Obrigado pela leitura!