Introito
Atacado pela soberba e descolado da realidade, lulalelé proclama quee leva uma resposta imediata:Eu tive sorte do povo brasileiro que me ajudaram (sic) a provar a farsa que foi montada contra mim em vida. Consegui desmontar o canalha que foi o Moro no julgamento dos meus processos, o Dallagnol, a mentira, o fake news, o PowerPoint da quadrilha. Tudo isso eu consegui provar que quadrilha eram eles... (sic; provou o quê? Onde? Mostra, oras...)
Canalha é quem roubou o povo brasileiro durante anos e quem usou nosso dinheiro pra financiar ditaduras. E quadrilha é o nome do grupo que fez isso, colocado por você, Lula, na Petrobras. Você será derrotado. Só ofende pois não tem como explicar a corrupção no seu Governo.
Quem diz a verdade? Recordemos a velha máxima: à alma mais honesta deste país foi mais fácil beneficiar-se de uma mudança na lei do que provar sua inocência. E olhe... é a mais honesta. Imagine eu e minha sempre propalada honestidade intelectual, onde fico? Ou mesmo o desavisado leitor, seguramente muito mais honesto do que eu? Tá, menos; igualmente honesto. Onde ficamos? Só falta explicar uma coisa: de onde vieram 500 milhões de dólas (sic) devolvidos por dois diretores da Petrobrás, ambos indicados por lulalelé? Fora o resto...
Não bastasse a vergonha acumulada, no dia de hoje bolsonésio, saindo de enterro de sua mãe, vai a uma lotérica apostar na megasena, diz o portal G1. Não bastasse, um neto (filho de bolsonésio) foi junto. Espero que seja uma notícia errada. Dona Olinda não tem a menor culpa, por mais que alguns apelem ao baixo calão quando referem-se ao presidente. Mas os anais da psicologia deveriam estudar detalhadamente esse psicopata. Taqui uma pergunta: quantos assassinos em série mataram suas próprias mães? A questão é acadêmica; o que bolsonésio fez, foi pior; parricidas seguramente estão corados. Você, tolo de plantão com carteirinha, vá lá. Vote nele, e, principalmente, em seus candidatos. Ajude e construir o inferno na Terra, com sua tolice e estupidez.
De Enochato a consultor?
Em comentários de postagem recente, este Enochato foi convidado a ser vendedor de vinhos pelo Instagram. A uma resposta curta agradecendo mas recusando educadamente o convite, seguiu-se nova abordagem, oferecendo inclusive garrafas gratuitas para avaliação. A réplica igualmente curta recebeu a terceira tentativa. De maneira igualmente educada, este Enochato abriu a caixa de ferramentas (rs) e destilou toda sua conversa sobre importadoras tubaronas, margens do mercado, etc. Ainda ofereci-me a avaliar vinhos gratuitamente, se a política de preços fosse favorável ao consumidor. Leitor, vamos lá: você acha que eu estava esperando receber algum Brunello, Barolo, Borgonha, Rioja de alto quilate ou similar? Claro que não; esperaria receber tralhas a dar com pau. Afinal, para vinhos consagrados um importador não precisa de um Enochato para dar palpites! Onde eu ganharia? Além do desinteressado serviço a uma proposta que beneficiasse o comprador, possivelmente experimentaria vinhos que de outra maneira quase certamente não os compraria. É como faço em degustações, atualmente: o que mais experimento são nacionais, chilenos em particular e outros sul-americanos. Claro, dou uma beliscada no que tem de bom também, mas o foco é esse. Assim eu não pago pelo que jamais compraria e ainda posso falar com conhecimento de causa. Como tenho dito, não compro mais sul-americanos de maneira geral, e muito menos nacionais. Não há motivo. A menos que você seja um besta como os comentados acima. A diferença, diga-se, é que os citados são bestas e claramente corruptos. Até documento de depósito de rachadinha já apareceu no mercado. Não vê quem não quer.
Encontro Vinho e Turismo
Sob cuidados sanitários de distanciamento, o Shot Café/Vinho e Ponto realizou o primeiro encontro da confraria Vinho e Turismo do ano. A palestra sobre a Itália ministrada pelo Eduardo da empresa Caminhos do Turismo focou na Toscana, região conhecida pelos vinhos Chianti e Brunello di Montalcino, ambos produzidos principalmente com a cepa Sangiovese. Os verdadeiros enochatos de plantão aproveitarão a deixa para levantar o dedinho e dizer que, efetivamente, Brunelli são feitos exclusivamente de Sangiovese. Sabe di nada, inocente... nunca ouviu falar do Brunellogate? Brunelli são vinhos 'duros' em sua juventude. Precisam de uma década de amadurecimento para que os taninos fiquem mais macios, e possam ser melhor apreciados. Então aqui a questão de escândalo divide-se em duas: alguns produtores podem ter cortado seus Brunelli com Merlot, tentando deixar o vinho mais sedoso e pronto para beber mais cedo. Outros, dada a expansão pela qual os vinhos da região estavam passando, aumentaram sua produção fazendo o corte com vinhos de menor qualidade do sul da Itália, deixando muitos exemplares claramente prejudicados. Dizem que se o leitor quer ir para a Europa e morar um país que lembre a bagunça brasileira, corrupção incluída, tem destino certo. É um pais fronteiriço com França, Suíça, Áustria e Eslovênia, e tem o formato de uma bota. Não sei porque escrevi isso, porque não imagino qual seja...
Vinhos, vinhos à mão cheia
Começamos a degustação com um espumante, e foi quando dei-me conta de que o nariz estava prejudicado, claro sintoma da Covid. Boca leve, acidez não muito marcada mas presente, perlage diferente de muitos espumantes nacionais de renome, que estufam as bochechas ao mínimo gole; nesse grau de comparação, diria até que elegante. Claro, temos nacionais a altura, mas por maior preço. Orfila Brut Branco é um pouco ligeiro, final curto, mas não foge à proposta de ser um produto simples. Caro para um espumante, mas tudo anda caro, atualmente (acho que uns R$ 50,00). Empobrecemos, tenho repetido. Um espumante na Europa custa 5 moedas. E dá uma surra em todo mundo (sic). Tenho dito que os preços dos sul-americanos precisam ser sanfonados (achataram-se todos na mesma proporção) para 50,00 dóla, o vinho mais caro. Posto aqui. O segundo foi um branco. Servido às cegas, suscitou opiniões diversas sobe o buquê; os palpites foram bons. Toque cítrico óbvio até para mim, não não fui além. Boca leve - não é meu estilo - mas bem agradável; acidez um pouco baixa para um branco, mas sem destoar, já que é leve. O Eduardo adiantou que era uma uva pouco conhecida. Tratava-se de um Monte Schiavo 'Ruviano' Verdicchio dei Castelli di Jesi Classico. Verdicchio é a uva, que produz sim bons vinhos, e Castelli di Jesi Classico é uma comuna da região de Marche. Ela está voltada para o Adriático, e é vizinha da Toscana, de onde a loja não dispunha de um branco; a Verdicchio era a representante mais próxima e não fez feio. Apesar de não ser meu estilo, gostei: não é complexo, mas é harmônico; tem sua personalidade, dada por uma cepa tradicional de uma região 'séria' da Itália. A safra provavelmente estava no contra-rótulo, e não fotografei. Acho que era 2014. Deve ser consumido logo; pela acidez não tão alta e pelos 12,5% de álcool, não é um vinho de guarda. Não gostei muito do preço - cerca de R$ 180,00. Usando o Wine-Searcher vemos que é um vinho de USD 11,00. Dá uns 3x. 😕 (veja a errata abaixo!)Por último, um tinto que cafunguei fundo, cafunguei novamente, e cafunguei que cafunguei (sic). Perguntei se alguém notava cereja. Ninguém. Cereja é assinatura da Sangiovese, comentei. Olhares arregalados. Experimentei: uma picada na ponta da língua. Acho que tem Cabernet, comentei. Alguém confirmou perceber a mesma nota de especiaria. Camperchi IGT Rosso 2018, produzido em Arezzo, tem alguma permanência, corpo médio, boa acidez, álcool bem integrado. O Eduardo mostrou a ficha técnica, onde vimos 3 garrafinhas (escala máxima de 10) na acidez. Tem mais acidez, comentei. Olharam-me como se eu fosse o último dos Enochatos - portanto sério candidato à fogueira. Disse que, pela média da acidez de outros vinhos, tomando o padrão das fichas técnicas da Vinho e Ponto, ou aquele vinho tinha mais acidez - cinco, talvez - ou todos os demais tinham menos... bom, no dia seguinte recebi a mensagem do Jairo, comentando que encontrara a ficha da safra atual. Acidez, segundo a ficha: cinco... Enochato que mata a cobra e mostra o pau... pode até estar abatido (pela Covid), mas não está morto... 😜. Planejei escrever alguma resenha de filme, mas a postagem ficou longa. Da próxima, se os estúpidos de plantão ficarem calados.
🐭 Rata!
Fui alertado pelo Jairo que o valor do Monte Schiavo 'Ruviano' é na verdade R$ 132,00. Aí gostei! Isso recoloca o vinho em pouco mais de 2x, o que é uma margem razoável. E maior problema é que o preço foi perguntado durante a degustação e - salvo ledo engano - todos saíram com a impressão de que seria R$ 180,00! Inclusive dei carona para o Gustavo e no caminho comentamos sobre isso, ambos achando que estava um pouco puxado. Resolvido o engano, fica a consideração de que vale pegar uma garrafa e experimentá-la com mais calma.