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Monday, October 28, 2024

Evento Mercearia 3M e novas comparações

Introito

O demônio mora nos detalhes.
Alguém. Mas bem poderia ser este Oenochato.


   Goethe era relativamente bom. Claro, em nome da honestidade intelectual preciso dar-lhe a precedência quando a assunto são minúcias, embora ele próprio não tenha sido o autor da epígrafe (às vezes é-lhe atribuída por engano) nem o primeiro a preocupar-se do tema: Aristóteles, Léo(nardo), Buonarroti e Galileu vieram antes dele. Atual e localmente, pelo que tenho visto de estúpidos encarregados da defesa de bocós e boçais, ser o portador desta causa cabe ao Enochato a vos escrever. Recentemente, convocada por uma Comissão Parlamentar, a Sinistra do Meio Ambiente foi curralada (sic), ou algo assim, por um bando de idiotas direitosos cujo QI aparenta ser 90, no máximo. Diz pouco sobre os parlamentares, eleitos por gente de inteligência inferior às deles, mas diz muito sobre a Sinistra deixar-se enredar por essa choldra. Um trecho do debate está aqui (11 min); observe que o mérito nem de perto está na qualidade das críticas à Sinistra, mas na autodefesa esboçada pela própria, com pouca competência ou sentido. No minuto 8:30 diz-nos que mais de 80% dos 'focos de calor' estão controlados. Mas como se iniciaram?! Onde estão leis rígidas e medidas eficazes para coibir esses malfeitos, ou pelo menos para punir exemplarmente os bandidos depois de feito o estrago? Não seria um dever de Sinistro de Estado encaminhar para o Congresso propostas nesse sentido? Onde estão elas, paradas no Congresso, na gaveta da Sinistra ou sequer foram alguma vez escritas? Que Deus dê o veredito de culpada à malandra. E ao seu superior, por ainda não tê-la demitido antes, para o bem da Nação.

Paduca

Teve um encontro da Paduca, ambos os vinhos às cegas. Ninguém acertou a procedência dos atores - ou acertou?, mas valeu (risos). Paulão, nosso membro mais adepto à experimentação e novas descobertas, chegou com um Beronia Crianza 2019, riojano corte Tempranillo (83%), Garnacha (15%) e Mazuelo (2%), dizem (rs), frutadão (não é uma crítica!) e mais notas na direção de chocolate, bem agradável no nariz. Boca alegre, fácil de beber, equilibrado, taninos e madeira discretos, alguma acidez. Beronia é um bom produtor, embora às vezes possa meter os pés pelas mãos - aqui. Seus Crianza e Reserva ficam atraentes nas numerosas 'promos'  encontradas nos quatro cantos da internet, e quando isso acontece são interessantes de se provar. Usar o Wine Searcher e comparar seu valor na Espanha com o da oferta daqui é primordial. Jamais pague mais de 2x, sob pena de alimentar um mercado francamente explorador do consumidor. E, nos dias correntes, com crise e tudo, teje esperto (sic): podem aparecer pechinchas melhores. Use o Wine Searcher sempre! Na esteira veio um italiano, o IGT da I Giusti & Zanza Belcore 2019. Corte  80% Sangiovese e 20% Merlot, tem mais pegada se comparado ao Beronia: o nariz vem marcado à fruta vermelha e notas como fumo/couro, a boca é mais complexa pela melhor acidez, taninos mais pronunciados - mas já bem redondos - e maior permanência. A Merlot é uma ótima uva para ser usada em cortes, e ajuda bastante a amaciar a Sangiovese - quem já leu sobre o Brunellogate (1, 2, 3), escândalo onde os vinhos 100% Sangiovese supostamente foram cortados com justamente a Merlot - sabe muito bem. Declarado como IGT, Belcore atesta a presença da cepa francesa em seu vinho e não engana o consumidor. Ele é amplamente melhor, mas tem a obrigação de sê-lo, pelo preço: custa 50% a mais, USD 19,00 contra USD 13,00 de Beronia Crianza. Por aqui seu preço tem variado muito, entre R$ 160,00 e R$ 287,00(!), oscilante entre boa oferta e tubaronice. Mas repetindo: para o 2x de Belcore, o consumidor atento pode encontrar melhores opções.

Malucadeliu

Por ocasião de algum encontro da Maluca (rs), provoquei os confrades sobre um desafio explícito Sul-americano versus Europeu. A turma aceitou e nos reunimos alguns dias depois, para uma prova às cegas. Trouxe alguns bois de piranha em minha última viagem para o Chile, e tenho feito algumas brincadeiras, como esta na Paduca, ou esta na #Émuitovinho, onde todos identificam, sem muita dificuldade, a diferença de qualidade entre os vinhos. E nunca é o caso de se colocar vinhos díspares - pelo menos não no preço! - na mesa, pois assim torna-se claro que, para produtos do mesmo valor, a diferença de qualidade torna-se abertamente observável, para bebedores com um mínimo de traquejo. A questão, então, gira em torno da possibilidade do leitor promover com seus confrades comparações adequadas: é necessário colocar vinhos de valores similares em seus respectivos países de origem, e para isso nada como o Wine Searcher. E sempre lembro: um vinho de valor 'x' em seu país de origem pode custar no Brasil 1,8x, 2.5x, 3.2x ou 4.8x. Esteja atento! Nunca pague algo superior a 2x! Nunca! A presente brincadeira envolveu um vinho já degustado aqui, entre um ilustre representante da desconhecidíssima cepa Monica, o Iselis Monica di Sardegna Superiore 2019, da Argiolas, e um dos vinhos que já esteve entre meus prediletos, o Tarapacá Etiqueta Negra CS, safra 2020. Degustado inicialmente em maio deste ano, Iselis não teve dificuldade em amassar o Tarapacá; pelas degustações relativamente recentes (siga os vínculos), creio-me dispensado de comentar as notas de cada um deles. Como nota, de propósito deixei o Tarapacá resfriar um pouco mais para ver se empesteava com buquê à pirazina, mas não aconteceu, ao contrário do ocorrido com um Casillero recentemente degustado. Comento mais abaixo.

Mercearia 3M

A Mercearia 3M promoveu uma rapidinha estes dias. Não estava sabendo, mas o sr. Cristian Olate Rojas, representante da Calcu, ligou-me avisando. Nos conhecemos em maio de '23 quando tive a grata surpresa de provar seu ótimo branco, o Calcu Branco Gran Reserva. Conversamos mais um tanto sobre o estado do preço (sic) dos vinhos chilenos, e ele concorda que de maneira geral estão caros. Atribuiu parte do custo à evolução e cuidados dos produtores com o processo. Depois fiquei pensando, e não me convenceu que tais custos justifiquem os vinhos triplicarem de preço... ademais, as comparações com as confrarias demarcam a qualidade dos vinhos como o oceano demarca a distância entre Américas e Europa... Calcu Branco 2023 está com a acidez marcante, frescor e final marcado como da safra anterior, e cairá bastante bem com um sushi. Os tintos mais simples de Calcu agradarão os consumidores de vinhos chilenos, mas para mim faltou-lhes acidez. A Ravanal estava lá, mas não lembro-me do nome de seu representante 🙄. Os toques de pirazina revelaram-se mais discretos - como nos Calcu tintos - e a explicação foi a alteração da época da colheita para um momento onde esta pronuncia-se com menor força. Parece estar dando certo, pois não a notei como em safras provadas há uns poucos anos. Falta resolver o problema da acidez. E do preço. 


O inesperado atacou novamente na figura da Bodega Albaflor, com seus Merlot (2019) e Syrah (2020). Ambos com mais de 14% de álcool, mostraram acidez surpreendente com boa persistência - para sul-americanos, bem entendido. Gostei mais do Syrah pela expressão de fruta mais marcante e toques chocolate ao nariz, bom corpo, taninos já arredondados, pronto para beber. Se o preço for mesmo cerca de R$ 150,00, bem... sabemos como eles seriam alvos fáceis numa competição com europeus. Penso por exemplo no Quinta do Noval, cujo Syrah 2018 embalou a parte inicial desta postagem... não se compara... o mais engraçado é que havia sobrado um pouco dele, quando convidei a Débora para dar-lhe cabo. Mas achei pouco meia garrafa para dois, e acabei abrindo também um Valduero Crianza 2016, e adivinhem... sim, sobrou meio Valduero para o dia seguinte - o mesmo a embalar o final destes comentários... como o leitor percebe, postagens bem atrasadas. E não espero dar conta, esta semana a programação promete ser intensa.

Monday, May 20, 2024

Sobre homens e éguas

Introito

A tragédia do Sul já foi propalada aos 14 ventos - quatro conhecidos e 10 podendo ser imaginários, secundários ou ainda não catalogados. Portanto não é novidade. Novidade talvez - e apenas talvez - seja esta abordagem. Compare-a com o que venderam-lhe até agora. O cidadão continua desinformado, por comodidade ou preguiça, tanto faz. Estamos na Era da Informação - ou achamos que estamos. É tolo quem não se adaptou a ela; 99% das pessoas, a bem da verdade. Eu mesmo não muito, mas tento correr atrás e tapar buracos, cobrir brechas, ser crítico... e o leitor? Continua acompanhando os dois ou três veículos nos quais acredita serem onestos (sic) a ponto de se posicionarem contra ou a favor deste regime ou do último da maneira mais descarada possível? Ah, tá... Preste atenção, então: o jornalismo é isento, ou não é jornalismo. Os mais apressados dirão Se for assim não existe jornalismo! Bingo. Se o quati-leitor só percebeu isso agora ele quem sabe tenha salvação. Voltando à inundação:


   A ministra do ministério mais desimportante da história deste país quer priorizar 1% - isso mesmo, 1%! - da população atingida em vez de apenas organizar auxílio para a região como um todo. Isso não é o mais baixo que o ser humano pode chegar, acredite. Duvidando, olhe o currículo da sujeita. Ministro de Estado que se submete ao crime organizado não tem moral, fibra ou caráter para estar em tão excelso posto. Quanto ao 1%, não pode haver questão sobre o número, a fonte é oficial. Basta saber fazer contas...


   A égua Caramelo (sic) foi resgatada em operação que comoveu o país. É isso mesmo: o enfrentamento às tragédias se faz em todas as frentes. A prioridade são as pessoas, claro. Mas porco, galinha, cachorro, papagaio, gato, égua, etc., toda essa gente (sic), é muito melhor que nossos governantes desde sempre e também merece nossa atenção. É quando cada voluntário dá o seu melhor, exerce sua função com desapego e nos enche de orgulho em estarmos alinhados com eles. Sempre idônea, intelectualmente honesta, desinteressada, sexy, linda e leve, nossa Presidente de Fato Primeira Dama emocionou a todos com seu próprio desempenho:


   Você não deu atenção no caboclo em primeiro plano falando mentiras, deu? A PF - prato feito - deveria apurar a verdade dos fatos e prendê-lo na sequência. Sem recurso nem direito a advogados - o lugar destes é ajudando lá no Sul, não preocupados se uns poucos desordeiros promovem boataria internet afora. Deveria haver uma lei proibindo isso. E um rapá bonitinho e ordinário para conferir tudo isso. Se não for ignorante, estúpido e idiota, melhor; se for, estará igualmente bom.

   Marina Silvia, ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, aquela que julgou-se apta a concorrer à presidência quando tínhamos recursos bem superiores - Dilma, Andrada, o próprio NAP - pretende-se vítima, acusando o último boçal no trono cargo de presidente de inoperância quanto às questões climáticas. Concordo, ele entregou a pátria combalida, sem recursos - mas para gastar 94 bilhões pagando precatórios em operação no mínimo suspeita, teve cascalho, né? - então os ministérios estão à míngua. Ela seguramente encaminhou ao Congresso projetos para recuperar os estragos, e sua execução aguarda a disponibilidade de recursos. Legal, né? Mostrem-me, então, canalhas!

   Assim estamos: animais em perigo, pessoas desabrigadas, vítimas fatais e alguns se portando como autênticas éguas. Vejam por exemplo - mas não só! - o número crescente de roubos à mão armada não de comida - o que já seria insustentável - mas dos poucos bens que sobraram às vítimas. O governo, seguramente, vai dar um jeito nisso. Está no Diário Oficial. Será na próxima gestão do Senhor. Você doou, tenho certeza. Tive o imenso prazer de ver - em relatório eletrônico apresentado pela entidade que ajudei - gente sendo assistida em restaurantes improvisados cuja projeção é prover 4.000 refeições por dia. Um relatório está aqui. Começa no minuto 2:35. Risível e triste no meio de tudo isso é o apelo de oportunistas para comprarmos vinhos do Sul. Ao preço que praticam? Sou extremamente solidário aos sofredores de tamanho infortúnio, mas se depender dessa ação, lamento: os gaúchos ficarão boiando no Guaíba.

Vinhos e mais vinhos

   Estou muito atrasado com as postagens. Nariz não tem funcionado como esperado, e a memória menos ainda. Em alguns momentos reproduzirei a impressão dos confrades - todos eles melhores do que eu, na verdade - ou a postagem fica pela mera divulgação dos vinhos. Claro, usar o Wine Searcher e não dar mole para importadoras tubaronas é uma questão de cidadania. Ainda quando, imersos na tragédia, podemos economizar algum reais e enviá-los para quem está precisando. Não compre nenhum vinho acima de 2x em comparação com o custo lá. Tem muita oferta de bons vinhos por aí e dá pra economizar.


Em um encontro com a confraria - agora batizada #é.muito.vinho (adivinhe por quem...) - assolei os colegas com uma daquelas comparações programadas e às cegas antes de provarmos um Brunellinho. O primeiro foi um Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Azul 2021, conseguido no Chile em 'promo' por uns R$ 100,00 (aqui, R$ 250,00-350,00). Foi como carne de vaca, todo mundo reconheceu sua chilenidade (sic! rs!). A Elvira disse estar um pouco novo, o Ghidelli disse ser Cabernet Sauvignon. É um corte, 78% CS, 13% Petit Verdot, 4% Malbec e 1% Cabernet Franc. Estava sim rico em frutas e tinha mais notas. O problema é sempre a boca: acidez baixa não esconde a falta de estrutura e torna o vinho algo decepcionante. Comparado ao Quinta do Noval Syrah 2016, definido por todos como mais pronto para beber, também com muita fruta e melhor acidez, destacou-se sem esforço. Não há dúvida, sua permanência em boca é muito mais larga e ao final é mais completo e complexo. Quem já leu sobre ele ele sabe: anda em ofertas em vários lugares, na faixa de R$ 160,00-180,00, e comparado com o preço mínimo do concorrente, ganha de lavada. O Brunello di Montalcino Pianrosso 2010 - ótima safra - foi comprada em 'promo' quando o Shot Café ainda pertencia à franquia Vinho e Ponto, grande tubarona do Mercado. Com desconto de 50%, entrou na faixa 2x(!) e aí levamos. Tal valor deixou alguma margem para o Jairo, e mais recentemente perguntei-lhe: prefere ganhar 10% em uma semana ou 50% em cinco anos? Ele está revendo seus conceitos... Pianrosso, mesmo aberto uma hora antes da chegada dos convivas e servido depois dos primeiros exemplares secarem, ainda estava fechado(!), um erro de serviço deste Enochato, mas condizente com alguns comentário no Cellartracker. Encheu a boca, com ótima estrutura, grande acidez, mas o nariz permaneceu fechado para começar a revelar-se na última rodada, conforme observou D. Neusa: ficou realmente rico, esbanjando fruta e aqueles toques na direção de couro/estábulo, chocolate/café e mais. Uma pena não tê-lo aberto uma horinha mais cedo, que fosse...

Uns dias depois abri para beber no final de semana um La Cave des Hautes Côtes Beaune 2014. É um borgoinha Villages que não faz feio, do qual já degustei algumas garrafas. A Enoeventos importou bem antes da sua fase tubaronesca atual, e os vendia a R$ 220,00, talvez um pouco menos em alguma queima. Eram ótimas compras, mas esgotaram-se há tempos, sem reposição. Apesar de simples - para a Borgonha - manteve acidez acima da média, ótima, agradável, com nariz acompanhando e ambos se complementando bem. Tá vendo a diferença quando o vinho tem a 'boca' mais fraca, como o Tarapacá? Ainda tenho uma garrafa do Nuits-Saint-Georges 2016... será que alguém vai me acompanhar nessa? Deixei metade para o dia seguinte, quando de estalo perguntei se D. Neusa viria para apreciar algo de surpresa. Ela não se fez de rogada, e repetimos o bifim ao molho gorgo do dia anterior. Se não harmonizou tão bem - Borgonha pede outro pato prato - não estava ruim. Aconteceu de D. Neusa trazer uma farta variedade de entradinhas, e quase acabamos com o vinho ali mesmo. Por precaução abri um Iselis Monica di Sardegna Superiore 2019, da Argiolas, comprado junto à Enoeventos. O produtor já diz tudo - nunca bebi um vinho ruim da Argiolas - mas da cepa principal - Monica - jamais ouvira falar. A bem da verdade é um corte com pequenas quantidades de Carignano e Bovale Sardo, segundo o importador. A informação ajudou? (risos!) Nariz bastante complexo, muita fruta e outras notas - D. Neusa comentou, não guardei. A boca é ótima, rica, taninos maduros, boa acidez e álcool contido, fazendo excelente conjunto. Gostei muito dele, e o melhor foi notar o quanto está pronto. Pode ser guardado por uns três anos, sem susto, e vai continuar com a persistência larga e com o ótimo final. Um excelente vinho para seus 16,00 €, mas nos seus atuais R$ 265,00 (40,00 €) crava exatos 2.5x, e está fora da minha meta. Posso estar enganado, mas peguei em 'promo' a uns R$ 170,00. Aí estaria bom. Acima disso, lamento.

Ótimos preços, hoje!

Comentei sobre a oportunidade do consumidor comprar melhor e direcionar alguma diferença da sua economia para ajudar nossos compatriotas no Sul. Veja aqui duas dicas para comprar bem e ainda fazer sobrar algum.

A Família Scopel oferece o ótimo Chocapalha a modestíssimos R$ 78,00.
https://loja.familiascopel.com.br/vinho-tinto-seco-quinta-de-chocapalha-750ml
   Já resenhei o vinho diversas vezes, e regozijava-me se o comprava a R$ 100-, que fossem 90 e tantos reais. Por R$ 78,00, ficou matador. É um vinho de 11 €. Dessa loja, comprei há algum tempo algumas garrafas do também ótimo Herdade dos Grous. Cuidado com outras ofertas. Wine Searcher sempre!

A Los Vinos oferece o igualmente lusitano Mob Lote 3 a R$ 119,00, e escrevi sobre ele diversas vezes. Fiz compras melhores dele - próximo a R$ 100,00 - mas continua sendo boa ocasião para adquirir um vinho de 10,00-11,00 € por menos de 2x. 
https://losvinos.com.br/produto/m-o-b-lote-3-tinto/
Nunca comprei dessa loja, então o consumidor deve fazer o dever de casa e procurar a avaliação dela em sítios como Reclame Aqui ou similares.

   Ambos são vendidos a preços próximos a R$ 170,00(!), o que dá o sempre tubaronesco 3x. Obviamente a oferta do Chocapalha está bem melhor, mas para quem gosta da força do Dão proveniente de maceração mais prolongada de seus vinhos, tem em MOB Lote 3 uma ótima oportunidade para reencontrar - ou conhecer - essa expressão.  Poupou um pouco? Já sabe...