File failed to load: https://cdnjs.cloudflare.com/ajax/libs/mathjax/2.7.2/extensions/MathMenu.js
Introito
Itália e Portugal são dois grandes produtores de vinhos de altíssima qualidade. Por maior que seja minha simpatia pelos vinhos portugueses, há um consenso de que a Bota produz o segundo melhor vinho do mundo. Claro, os estilos são bem diferentes, assim como o são as uvas mais características de cada país. Nesse contexto, comparar uma garrafa de cada nacionalidade soa algo difícil... só que não (rs). O que deve ser comparado entre dois vinhos são suas características mais básicas - aquelas que formam sua estrutura. O quanto seus itens fundamentais estão presentes, em qual proporção e equilíbrio. Claro que não é fácil. Apenas não é impossível 😂🤣. Este enochato tem condições de fazê-lo? Nope...A Quinta da Romaneira
A Quinta da Romaneira remonta ao século XVII. Estabelecida no Douro, produz tintos, brancos, rosés, Portos e azeites. Para tintos, aparecem nos tradicionais cortes portugueses, cortes com Syrah e até mesmo varietais de Syrah e Petit Verdot. O sítio é bem produzido, tem belas imagens dos 3 km de vinhas às margens do Douro pertencentes à vinícola, mas as fichas técnicas deixam a desejar - só estão disponíveis as mais recentes.Fattoria Castello di Starda
Desse produtor já falei, a estória está aqui. Essa degustação aconteceu há pouco, em abril passado, com o Chianti Clássico Riserva. Repeti em período tão curto porque é assim (risos): costumo comprar entre duas e três garrafas dos vinhos em que decido 'apostar' uma compra, se ele estiver na faixa de preço que compense. Se a primeira garrafa passa no teste, posso mostrá-la a outros bebedores, confrades, lojistas - quando eles se dignam a frequentar minha humilde adega. Nunca acontece (gargalhadas!). A bem da verdade, a primeira das garrafas até comprei de lojista da cidade, e foi uma boa descoberta ver um vinho italiano por aqui a preço razoável na comparação com o Wine-searcher. As outras duas, comprei em uma Black Friday do importador. Acabou que achei interessante mostrá-lo para a Bete e para a Salete.Os atores
Malaspina Chianti Clássico Riserva 2013: como já dito, é um vinho fácil, direto: boa fruta, acidez presente, dessa vez, com mais aeração, mostrou um chocolate (fumo? café? - rs - pois é, minha eterna dificuldade) um tanto melhor marcado. Salame foi um bom acompanhamento. Comprado em promoção, na faixa de R$ 80,00, valeu a pena. Quinta da Romaneira Reserva 2008: duriense com provável corte de Tourigas Nacional e Franca, esbanjou fruta vermelha, café (chocolate? - rs), madeira comportada (rs - bem integrada), boa acidez, final mais marcante e bem persistente. Ainda pode guardar, mas está pronto para consumo, se o feliz proprietário tiver algum desejo incontido 😁. Seu preço anda proibitivo com o atual 'dóla' - e variou muito nas lojas, entre R$ 420,00 e R$ 800,00 😨. Comprei em outros tempos, outros 'dóla' (sic), em meio a diversas garrafas do produtor, e saiu a preço muito bom. Nunca experimentei um Romaneira ruim - embora, verdade seja dita, não tenha bebido tantos (uma caixa?). O preço é que não anda tão bom... uma pena. Bem, nesse caso o português claramente derrubou o italianinho, mas a diferença de preço entre ambos também é flagrante. Mesmo lá fora, estamos falando em um Malaspina em torno de USD 25,00 contra um Romaneira Reserva de € 50,00. E mais do dobro, e nessas condições o italiano pelo menos foi 'valente', proporcionando bons momentos em meio à conversa animada.