Saturday, August 22, 2026

Temporada de ratos!

Introito

Está aberta a temporada de caça ao eleitor. Idiotas de plantão colocam suas cabeças fora da toca. Alguns esperam a melhor paga, enquanto outros dão a cabeça à doutrinação alegremente, por conta de uma suposta convicção. Com o El Niño acercando-se e a temperatura subindo, as cidades começam a se infestar de ratos. Faz sentido: em tempo de sufrágio, os ratos naturalmente saem de seus covis procurando votos comida. Ratazanas principalmente, mas musaranhos também. E não se deixe enganar pelo tamanho: são os mais perigosos... Na competição de quem é mais fraco e quem abocanha mais trouxas para suas fileiras, Bolsonéscios e PTlhos são o verso e o reverso da moeda da estupidez, alimentada pela percepção empobrecida por anos e anos de profunda falta de senso crítico, com os cérebros dos eleitores mergulhados na mais completa dissonância cognitiva. Não! A dissonância surge quando a pessoa se depara com cognições contraditórias ao mesmo tempo. É então que o autoengano entra em ação e leva a pessoa a escolher o que lhe agrada em vez do que é lógico ou razoável. Pouco disso importa para PTlhos e Bolsonéscios: irmanados na ignorância, cada um tenta lavar-se nas travessuras do outro como se o erro deste desculpasse os deslizes daquele. Mas isso deveria importar para todos os votantes, porque o segundo turno com gente desse naipe significa dois lados polarizados, munidos de facas, num encontro fatal que condenará a Nação à desgraça nos próximos anos, qual Etéocles e Polinices na tragédia grega. Este não é um momento para covardes, nem para derrotistas ou coniventes - o gado em geral. Essa é a nossa hora de virar a maré, enquanto nação. Às portas da revolução da inteligência artificial, adiar qualquer decisão para 2030 equivale a nos condenar até o final dos tempos. Por alguém com um projeto de país, ou é melhor mudar para Cuba. Meu voto está declarado, e será em Renan Santos.

Uma pequena decepção, e um grande reencontro

Já faz algum tempo, então talvez quem participou vai notar quando eu rolar a picareta. Já bebi do Château Magence tinto duas vezes, e gostei. Andava curioso pelo branco. Combinei com a Liu e a Lu delas comprarem as safras disponíveis de ambos, para uma brincadeira. Por um erro no despacho da De la Croix acabamos com somente com o branco, em primeiro momento. Château Magence blanc 2019 é um corte 85% Sauvignon Blanc, 15% Semillon tinha toques cítricos óbvios com mais detalhes; só não fui suficiente perspicaz para entendê-los. O problema é que eu esperava algo a mais em boca, e isso não veio. Ele parece-me não fazer juz ao tinto do mesmo produtor. Tem sim alguma acidez (tende a ser "média"), alguma permanência, mas não... convence... falta melhor explicação, eu sei. Nessa faixa prefiro Chablis bem comprados (mesma faixa de preço, já com algum aumento recente, inexplicável pela queda do dóla). Claro, pode haver falta de bebedor para entender melhor a proposta - se alguém tiver alguma opinião, por favor apresente-se. O Dulcamara 2013, da I Giusti & Zanza, foi aerado por várias horas (umas oito?) antes de entrar no balde. As meninas puseram-no no nariz e riram ao mesmo tempo, contentes, alegres... satisfação por antecipação, só no buquê. Majoritariamente Cabernet Sauvignon com pequena parte de Merlot e toques de Petit Verdot, tocou o terror (sic! r!) a 14,5° de árco e mais um tanto de frexa (risos!), com aroma ainda rico e evidente em frutas - pode andar mais - especiaria e couro (café? chocolate? não me lembro nem creio em bruxas, mas que tinha, tinha!). Os taninos estão redondos, a acidez está bem presente, o conjunto é elegante, com uma ótima persistência em boca. Foi minha última garrafa, e foi bem compartilhada, com pessoas que adoram o vinho pelo vinho, sem se preocupar com sua procedência, atentas somente à qualidade e à satisfação proporcionada pela bebida. Não poderia ter sido melhor. Dando-lhe tempo para evoluir, Dulcamara é um grande vinho, em sua faixa de preço (uma safra nova, 2022, sai por uns USD 33.00 dólas na Itália, via WineSearcher). Bebi uma garrafa nova, certa vez, com uma patota até grande, e não convenceu. #Ficadica: não se apresse! Mudou de importadora, e atualmente está custando - não valendo... - cerca de R$ 650,00 - tu-ba-ro-nís-si-mo! Preço fora da realidade? Vamos para a próxima!

A próxima...

A próxima - não necessariamente a degustação, mas a parte da postagem - aconteceu com Don Flavitxo e este escravo de Baco na casa da Márcia. O Ghidelli estava presente sob a discreta benevolência dela, que demonstrou muita indulgência para com o grupo registrando o momento. Nota-se cada canalha com seu vinho devidamente embrulhado, os confrades mais enrolados do que cascavel na hora do bote pretendendo oferecer um bom serviço de seu vinho para não passar vergonha frente aos demais. Foi um ótimo pega-pá-capá (rs), acompanhado pelo sempre excelente cardápio promovido pelo casal. 

Sem prometer nem fazer sensação (rs), o branco do anfitrião causou furor pela mineralidade. Francamente, não lembro-me de ênfase nos tons cítricos - óbvios de uma cepa branca mais ou menos tradicional (Macabeo, ou Viura) -, mas o frescor e os toques minerais foram seu ponto alto. O Finca Allende Mártires 2022, de Rioja Alta, é um vinho que mereceria mais envelhecimento, mesmo já mostrando bom ataque e persistência. Não me lembro de outros detalhes; sei que gostei. Não é vendido no Brasil. Don Flavitxo chegou com cara de desavisado e verve de safado enquanto servia de sua garrafa. Apesar do esforço, não conseguiu enganar ninguém. Aliás, alguém enganou ele... Todos foram diretos: Toscana. A Márcia até disse Brunello. Não quis polemizar - estava psicologicamente fraco - mas era um toscano muito redondo para os traços, se posso dizer assim. Sem saber se as regras da DOC mudaram, permaneci calado a despeito da veia pulsando. Apenas fiquei na certeza de que era um corte. E ainda digo: mesmo com o contra-rótulo dizendo 100% Sangiovese, bem, o Brunellogate já mostrou que os italianos não se preocupam sem sacrificar certas leis locais em favor dos resultado$. O Brunello di Montalcino Cordella 2016 mostrou-se por demais redondo, acho que o Brunello mais redondo que alguma vez bebi - embora um Casanova di Neri Brunello Tenuta Nuova (não postado) degustado com a D. Neusa e o saudoso Wilson também estivesse espetacularmente sedoso e tenha deixado saudades duplas. A Casanova di Neri figurou entre os investigados do escândalo citado, sendo inocentada. Pode ter sido impressão, mas sempre mantenho um pé atrás quando encontro vinhos tão acertados quanto Cordella. Será que a safra '16 (espetacular) ajudou? Não sei por qual coincidência Don Flavitxo acabou detentor desse exemplar, entretanto ele estava realmente bom: nariz, boca, persistência, tudo devidamente ajeitado, redondo e pimpão. Se não anotei as notas, um ponto é certo: sua cereja estava lá, característica da Toscana. Agora, que um vinho de tão grandiosa safa e difícil cepa tenha amadurecido com tamanha complexidade em apenas 10 anos é algo além da minha compreensão. Sabendo ser Don Flavitxo um artimanhoso (sic) de primeira, fui preparado. E mais, caprichei no serviço: 12 horas de areação (em garrafa) no Quinta do Noval Reserva 2018. E ele chegou a galope! Nariz rico em frutas e mais notas. Apesar de novo, em bom momento para beber: é cedo para as sugestões de chocolate, cacau, café e similares aparecerem, embora o bebedor com melhor olfato encontrará muita diversão nele além da fruta. Equilibrado, boa acidez, taninos já aveludados e com o toque clássico do Douro, este corte Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (25%) e outras cepas mostrou ótimo frescor e presença, com um final de boca realmente longo. Como lembro-me em detalhes desse vinho? Ele andou em 'promo' por aí e cheguei a pagar R$ 200,00 algumas garrafas. Sobram-me algo como meia dúzia, e enquanto degustava ia maravilhando-me ao lembrar de cada uma delas em minha prateleira. O futuro será... glorioso! 😂 Mais cinco anos ele estará um mel na chupeta; com segurança chega a 2036. Para um vinho que beira os USD 50,00, comprar a R$ 200,00 durante o ano passado foi uma pechincha. Como parte da sobremesa, sobrou o Ice Wine de Cabernet Franc da Magnotta Limited Edition em sua safra 2018. Já escrevi sobre ele em sua safra 2016, e esteva maravilhoso como sempre. O leitor usuário de celular pode procurar no menu da lateral direita pelo vinho, escolhendo 'Versão Web' ao final da primeira página do navegador.
😋
Teve mais do que bão...

Sunday, August 9, 2026

Desandado

Intróito: QI 83? Está errado!

   Escrevi em algum lugar sobre o QI dos nossos irmãos brasileiros ser de 83,38. Comentei ser uma estimativa superestimada, e teve até quem me tentou dar um breque: devagar com o andor. Aqui está a confirmação...


   O vídeo tem 3 minutos, sugiro ouvi-lo na íntegra. Os bolsonéscios são compreensivelmente estúpidos por serem idiotas há menos tempo. PTlhos, já o são há 22 anos (primeiro escândalo, Waldomiro Diniz - quem lembra dele? -, fevereiro de 2004). Ao ponto: se as formas de protesto são as apresentadas acima, o que dá pra pensar dessa turma? Você, leitor, aposta em QI menor ou junta-se àqueles cautelosos no andor? Escrevo isso porque um utente comentou, entre sorrisos, o quanto fui cínico na crítica a Renan Santos, na postagem passada. Tenho discutido com bolsonéscios, principalmente, e ouço deles a acusação de considerar Renan/Missão/MBL (confundem tudo) exemplar, sem defeitos. Com intenção puramente educacional, fiz a crítica anterior (chamando-o de coxinha) para mostrar didaticamente como se observa um erro no discurso da pessoa e a desmascara. A partir do exemplo é possível procurar declarações contundentes e pinçar erros mais graves - se existirem -, desconstruindo-se assim as ideias do adversário. No vídeo acima acontece o mesmo, pois no minuto 2:25 Renan comete erro similar, dizendo: "Isso tem nome, amigos, é abuso intelectual de idosos. Isso não é legal, isso é feio, é sujo...". Ele errou redondamente na avaliação. O problema não é o idoso em si. Um idoso culto não cai nessas histórias! Um idoso meramente esperto também não! Caem nessas histórias pessoas inocentes de qualquer idade! Alguém por aí já viu idoso bebendo detergente?! A idade traz alguma sabedoria (ainda que mínima). É o pessoal mais novo - inocentes - e toda essa gente de baixo QI (alguns idosos inclusive!), que se reúne num mar de mediocridade e desinformação comumente chamado de Bolsonarismo. A mais recente veio exclusivamente de bolsonéscios (eles parecem querer monopolizar a idiotia em sua forma mais acabada): pediam o currículo do Renan. A "imprensa" (marrom) - já disse, cuidado com eles! - soltou um pum, digo, os currículos dos principais candidatos à presidência, apontando Renan como letrado a nível de "Ensino Médio". É o cúmulo da desfaçatez, pois apresentou a ficha acadêmica integral de todos os demais, negando-lhe a citação de "Ensino superior incompleto". E não é um ensino superior qualquer. Pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo - que Renan abandonou no segundo ano para trabalhar - passaram exatos 13 ex-presidentes. Será o décimo quarto um membro do partido de número 14? 😎 Sabe o que isso significa, não é mesmo?

😂😁😅

   Não para por aí: são egressos desses mesmos bancos pelo menos 30 membros (ou ex-membros) da Academia Brasileira de Letras, além dos maiores nomes da ciência jurídica e da história do Direito no país: Rui Barbosa (esse caboclo parece pertencer a qualquer lista dos 10+ que tentamos estabelecer acerca das mentes mais consolidadas da República), Miguel Reale - cujo rebento, também competente, "construiu" o desemprego da Dilma - Ives Granda Martins, Celso Lafer, Dalmo de Abreu Dallari, Fábio Konder Comparato, Damásio de Jesus (famoso pelo curso preparatório 'do Damásio', em São Paulo) e uma infinidade de outros. Notou que tem gente de todo o espectro político?

   Mas ele não concluiu o curso! esbravejarão as antas. Bill Gates e Mark Zuckerberg frequentaram Harvard; Sam Altman (Open AI) e Evan Spiegel (Snapchat) vieram de Stanford, e nenhum deles concluiu a graduação. Não pretendo comparar Renan a eles; o rapaz almeja apenas ser presidente do seu país. Mas retornamos ao ponto: ele não é egresso de nenhuma universidade de beira de estrada, muito menos de um antro de engenharia de m3rd@ ou grupelho de físicos, químicos e matemáticos cuja contribuição à ciência brasileira é aderente à nulidade - e resguardamos alguma exceção que confirma a regra. Ele entrou na faculdade mais importante desde país, desde sempre! Não se surpreenda quando ele diz aspirar ser para nós o que foi Mustafa Kemal Atatürk para a Turquia. Ali Lulá teve essa oportunidade - votei nele pensando nisso -, mas o NAP preferiu aliar-se aos 40 ministérios (sic) e percorrer os corredores da Justiça contra sua vontade em vez de ocupar esse posto. Perdeu, mané! Aceitando antecipadamente algum obscurantismo de Bolsonéscio (orações no Gabinete Presidencial, por exemplo), ajudei a impedir o 'Andrada' de ter quatro anos de vida mansa, e também fui traído - a vingança teve volta! Idiotas e inocentes são enganados continuamente - Uma mentira repetida 1000 vezes torna-se verdade - e viva Goebbels!, por mostrar-nos essa amarga verdade (para minha sorte, boa parte das pessoas desconhece o rapá). É preciso estar alerta sempre, e a sentença agora é clara: sem mais votos para essa turma. Programa de governo fica para outra hora.

Blog desandado ...

   Gasta-se tanto tempo desarmando lorotas que o essencial acaba relegado às beiradas. O blog - seu articulista, na verdade - passa por períodos de baixa inspiração. Até vinho tem faltado. Digo, faltam momentos adequados para escrever ao sabor de uma boa taça, mesmo tendo 400 garrafas à disposição, sejam borgoinhas 2005 e 2009, Baroli e Brunelli 2004, 2006, Rhône 2007, Médoc 2010, Douro 2011, Rioja 2005... essas tralhas... Às experiências entre amigos, confrades e confrarias diferentes - diverso do momento introspectivo de manejar a pena - tem faltado o ímpeto à escrita. Segue-se que percepções exatas ficaram perdidas como... como... como... lágrimas na chuva(!), 
e tentarei passar ao leitor mais uma análise de qualidade, longevidade e aspectos da compra antes de notas e análises mais precisas. Para piorar, algumas fotos parecem ter sumido do meu Euphone, e se cheguei a encontrar algumas no EuCloud, parecem ser em menor número do que o esperado - juro ter registrado mais imagens e eventos. Steve Jobs, que cursou uma faculdadezinha de quinta (sem concluí-la!), está queimando onde merece...

Teve uma brincadeira muito interessante com a patota do #émuitovinho. O Chablis do Domaine de la Motte 2022 apareceu novamente em nossas taças. Já foi bastante comentado, e pode ser acompanhado na etiqueta de marcação na navegação (versão web) que fica à direita do navegador. O dóla baixou, mas seu preço subiu (agora a R$ 270,00 em 'promo' contra uns R$ 200,00 antes), e está saindo do radar. Quem comprou, aproveitou. O Tondônia 2011 andou flertando a R$ 500,00- (note o menos!); por USD 50,00, é o limite da compra. Os vinhos do produtor são sempre bons, mas aqui estão sob as barbatanas de uma das tubaronas do mercado. Aparece em Instagrans diversos - cuidado! Muitos golpes nessa rede (e em outras também!) -, creio que uma tentativa da importadora em fazer capital de giro nestes tempos difíceis, sem picanha na mesa do trabalhador. Tá duvidando que minhas garrafas são 'oficiais', né?

taí na foto, e mais de uma safra sendo descartada sem a menor solenidade. O Bridão colheita tardia 2016 foi uma grata surpresa. Produzida pela Adega Cooperativa do Cartaxo na região do Tejo, é um corte de Fernão Pires e Arinto cujo equilíbrio entre dulçor e acidez foi notado sem esforço pelos confrades. Creio ter sido trazido pela Elvira - ela é fã de vinhos de sobremesa. Vi por aqui em 'promo' (50%) no Empório Itiê, a R$ 82,00 - custa R$ 61,00 no sítio português Garrafeira Nacional. Nesse valor não compensaria ter posto na mala, mas não havia como saber da oferta... Encontrei ser importado pela Imperial, mas não pesquisei a fundo seus demais produtos. Talvez valha a pena ficar de olho. 

   O ponto alto foi - para completa imodéstia desde escriba - seu representante, o Domaine Baud Savagnin 2018. Para quem notou no rótulo o "Génération 9", vai um alerta: o produtor tem tradição familiar datada de 1742(!), um legado histórico absolutamente invejável. A Savagnin é tida como uma cepa "difícil", com seus amantes e detestantes (sic! rs!), estes aparentemente em número muito maior do que os daqueles. Seu estilo oxidativo é incomum e não passa despercebido, daí sua legião de detratores contra um número reduzido de simpatizantes. Destaca-se pela acidez marcante com toque muito seco em boca. Ótima persistência, quase pegajoso nas papilas, e o Ghidelli definiu, com uma única palavra e de maneira absoluta, seu ataque - a impressão que a bebida causa na boca logo após o primeiro gole. Não comentarei agora pelo motivo prosaico de algumas confrarias terem-se oferecido para rachar algumas garrafas de minha mala, e gostaria de apresentar o vinho a elas antes explicitar a percepção Ghidelliana. 

   Vários vinhos do Domaine Baud são trazidos pela Élevage. Embora não tenham um exemplar comum da Savagnin, possuem em catálogo o Château Chalon - denominação onde se produz o Vin Jaune, a expressão máxima dessa cepa no Jura. Infelizmente a quase 3x.


   Outro assunto:

   A última viagem ao Chile rendeu. Não estão incluídas na foto duas garrafas do Alión compradas a módicos R$ 520,00, contra os mórbidos R$ 1.999,97, preço cá. Assim você, brasileiro idiota, crente de estar sendo beneficiado momentaneamente pela ausência de tarifação das 'blusinhas' - que voltará em setembro! - segue sendo taxado em 50% até na compra de suas cuecas, respiros e flatos, enquanto quem pode viajar para o exterior traz produtos por 1/4 do preço e impostos a 14%, no máximo (tem o exorbitante lucro brasil embutido aí, mas é outra história). É isso, faça o "ele" e creia-se feliz, quando não passa de um otário de pai, mãe, avós, bisavós e demais ancestrais até a linhagem do Australopithecus.

   Fica a promessa de uma postagem em breve, sem a introdução política - por mais sensível que seja nossa situação, quase às portas do próximo pleito, a título de atualização das atividades. 

Como se precisasse comprovar...



   Para finalizar,



   A Enoeventos - uma das novas tubaronas do cenário nacional - está com algumas 'promos', e uma delas indico e recomendo. Não sei até quando vai, mas a oferta do Argiolas Iselis Monica di Sardegna Superiore 2019, de R$ 280,00 por R$ 230,00 ficou subitamente atraente. Em safras recentes, é encontrado a 16.00€ (R$ 94,00), mas esta 2019 está pronta para ser bebida, ótima, espetacular. Seu produtor (Argiolas), além de ser um das mais prestigiosos da Sardenha, ocupa lugar de destaque na elite vitivinícola italiana - seus vinhos frequentemente recebem alguma Bicchieri no Guia Gambero Rosso. Você pode desconfiar de guias e avaliadores - eu também! - mas me aponte um vinho ruim da Argiolas! Meus comentários sobre o Korem fazem alguns colegas que não o experimentaram morderem seus bigodes - e estão certos por invejar quem já o degustou. O Turriga também é grandioso - acho que não justifica seu preço, mas é outra conversa. Na outra ponta, com bom custo-benefício, prove de Iselis Monica di Sardegna. É feito com uvas autóctones, outro mérito do produtor ao lutar pela divulgação de seu tesouro local. Mas volte ao começo: 16,00€ = R$ 94,00. O valor sem 'promo' está a R$ 280,00? 3x... tubaronice pura. Até eu peguei umas garrafinhas a mais nessa 'promo'. Não perca tempo.